sábado, janeiro 19, 2019

Transtorno do Déficit de Atenção - Margarete A. Chinaglia

Transtorno do Déficit de AtençãoTDA: sob o ponto de vista de uma mãe”, da escritora Margarete A. Chinaglia.

 Olá, pessoal!

Na emocionante obra, a autora revela os desafios enfrentados do diagnóstico até a fase adulta da filha e pretende ajudar outros pais com seu relato.
Nada dura para sempre, somente o amor de uma mãe. É com essa frase que a escritora Margarete A. Chinaglia resume o enredo do seu livro “Transtorno do Déficit de Atenção – TDA: sob o ponto de vista de uma mãe”. A autora diz que pretende ajudar outras famílias que passam pelo mesmo problema, revelando todos os desafios que enfrentou com a sua filha, desde o diagnóstico na infância até a fase adulta.

Margarete conta que descobriu que sua filha tinha Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) aos nove de idade. Ela diz que a luta foi grande. A família buscou apoio em médicos, psicólogos, psicopedagogos e em parentes. Mas ninguém conseguiu diminuir as angústias e medos que sentia. “Desde o diagnóstico, minha vida foi obter conhecimento, estudar e aprender a lidar com o diferente para ajudar minha filha com um único objetivo que ela fosse feliz”.

A vivência a incentivou a escrever o livro com o propósito de ajudar outras pessoas que vivem o mesmo drama. Chinaglia diz que a obra ficou guardada por quatro anos depois de ter terminado de escrever. O receio era com a exposição da sua família, principalmente da filha. “Porém, a vontade de contribuir com outras pessoas me levou a publicar”.

O drama

Segundo a autora, o primeiro desafio foi a aceitação do desconhecido, pois na época pouco se sabia sobre o TDA. Já na adolescência, precisou enfrentar uma escola despreparada para receber crianças com esse tipo de transtorno. Teve de lidar ainda com a ausência de inclusão, além da depressão de sua filha pela baixa autoestima e o isolamento.

No prefácio, a autora preferiu usar o desabafo nas próprias palavras da filha como relato de quem convive com o transtorno na pele todos os dias: "Para mim, vivenciar o TDA foi uma mistura de emoções muito grande: ora depressão ora medo ora intimidação. Às vezes, interminável. Outras, impossível de vencer."

Como lidar

Margarete aconselha outras mães a sempre ir em busca de diferentes opiniões médicas. Diz para sempre tentar ajudar seus filhos com paciência e persistência. Comenta que, em muitas circunstâncias, é preciso explicar repetidas vezes porque algo não está correto e ter a certeza de que ele entendeu. “O portador de TDA não aprende com os seus erros. Porém, uma hora ele amadurece. Incentive e elogie quando merecer. Não se atenha só nas críticas, elas destroem a autoestima”.

- Espero que o livro ensine que para quase tudo nesta vida há jeito e que as pessoas com TDA também são capazes, basta querer e enfrentar as dificuldades de cabeça erguida. Mostre para seus filhos que diante de qualquer dificuldade, as pessoas que os amam sempre estarão ao seu lado - conclui.

Atualmente

Hoje, a filha de Margarete tem 27 anos e é mãe de uma menina de 5. A autora diz que sua filha tem consciência das limitações dela. O transtorno a fez amadurecer tarde, resultando em muitas dificuldades, erros e sofrimentos. “Algumas vezes, ela comenta que não sabe como foi capaz de tomar certas atitudes. Apesar de saber que o TDA sempre irá acompanhá-la, costuma dizer, ‘Nada dura para sempre, somente o amor de uma mãe!’.

Sobre a autora: 

Margarete A. Chinaglia nasceu em São Carlos (SP), mas tornou-se uma paranaense de coração. Formada como farmacêutica bioquímica, sua atuação é em gestão hospitalar, com objetivo de promover um atendimento de qualidade nos hospitais.




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Ficha técnica: 

Livro: Transtorno do Déficit de Atenção – TDA: sob o ponto de vista de uma mãe 
Autora: Margarete A. Chinaglia 
Editora: Bonecker 
Tamanho: 15 x 23 cm 
Páginas: 120

Links para comprar:

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terça-feira, janeiro 15, 2019

[Lançamento] A Cor do Preconceito - Peterson Araújo da Silva

Olá, pessoal!

A Cor do Preconceito livro de estreia do autor curitibano Peterson Araujo da Silva, fala sobre temas atuais e polêmicos, como preconceito racial, feminicídio e a morte da Vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL), que ocorreu há mais de nove meses e ainda não teve solução, o autor se propôs a debater os temas sociais mais abordados nos últimos anos. “São assuntos que estão sendo abordados nos meios de comunicação à nível nacional e internacional, e são fontes inesgotáveis de discussões sobre igualdade social e direitos humanos”, explica.

Sinopse

Que sociedade suporta o peso dessa violência? Alguém pode dizer então... Quem matou Marielle Franco e Anderson Gomes?

São muitos os pontos de interrogação, são milhares de vozes que amanhã esperam nas páginas dos jornais ou redes de televisão do mundo inteiro apenas uma resposta.

Não só aqui do Brasil se solicitam respostas das redes nacionais e internacionais para tanta violência, gritamos juntos em uma só voz nesse momento: JUSTIÇA! E mesmo que estejamos órfãos e solidários a essas vidas perdidas na calada da noite, quantas mais ainda serão necessárias para que essa mesma sede de justiça seja suprida?

Autor


Peterson Araújo da Silva, filho de Diva de Miranda e Dilson Araújo da Silva, natural da cidade de Curitiba (PR), nasceu em 14/07/1969. Aos 12 anos de idade foi morar com os pais na cidade de Paranaguá, onde passou grande parte da sua adolescência.

Hoje, tendo retornado à Curitiba, admirador da música, das artes e da literatura, começou a trabalhar em projetos nessas áreas de Cultura.

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sábado, janeiro 12, 2019

Resenha - A Vadia - Gislaine Oliveira


Sinopse


Esta não é uma história de amor comum, destas que você está acostumado a ler. Existe a menina boazinha? Sim! O menino bonzinho? Sim! A menina invejosa que quer separar os dois? Claro! Então o que é que esse livro tem de tão especial? Você já vai descobrir.
Esta história não será contada por um narrador desconhecido, nem pelo casal apaixonado. Contrariando todas as expectativas dos românticos de plantão, quem contará a história será ela: A Vadia.
Apresentações não serão necessárias. Você já conhece A Vadia. A garota alta, loira, peituda e fútil. Ela é a rival, a arqui-inimiga da garota tímida e do bem por quem o cara se apaixona. A piranha que dá em cima do mocinho e que também abandona um namorado só porque ele é pobre.
Você já conhece esta trama. Mas deve saber que toda história tem dois lados. Você já conhece um. Agora vai conhecer o outro!


Olá pessoal, tudo bem?!

Antes de começar falar de A Vadia, devo dizer que foi muito difícil fazer essa resenha, pois gostei demais e nada que eu fale faz jus ao que realmente é fazer a leitura desse livro. Eu o comprei em pré venda e assim que me foi enviado pela Amazon, li no mesmo dia. Avaliei A Vadia de Gislaine Oliveira com 5 estrelas na Amazon com a seguinte frase: Esse livro deveria ser lido por todos pais e educadores, não só pelos jovens. Não que o livro seja de cunho pedagógico ou coisa parecida, mas por apresentar novos conceitos, colocando em decadência conceitos pré concebidos erroneamente.

Se por um lado ensina aos jovens novos conceitos, por outro faz com que os adultos revejam os seus. Foi o que aconteceu comigo.

Sammy já era apaixonada por Hique ainda no ventre de sua mãe, tanto que no dia que a mãe de Hique foi dar a luz ela resolveu nascer também (mesmo não sendo a sua hora) sabe aquelas pessoas predestinada à outra? Assim ela gostava de pensar.

Faziam tudo juntos, comemoram aniversários juntos, brincadeiras, tarefas escolares e nunca se importaram por serem ignorados, se não os queria por perto e os tratavam com desprezo, não era problemas para os dois , eles se bastavam. E foi assim por um bom tempo, até que um sentimento além da amizade desabrochou.

Tudo mudou. A vida de Sammy virou uma tortura. Se ela não tivesse apoio de pais amorosos, sensatos e compreensíveis, tudo poderia ter tomado outro rumo.

Se antes ela era desprezada por conta de preconceito, discriminação racial. Agora era a vadia da escola, não tinha sequer um amigo, já que as coisas entre Hique e ela não estavam bem. Passou a ser vadia porque disse NÃO para o garanhão da escola.Ninguém se importou de perguntar se os boatos eram verdadeiros e mesmo que fossem, quem tinha o direito de julgar? Foram tantas mentiras que acabou chegando a um ponto mais grave e precisou de intervenção.

Bem, Sammy não é de ficar choramingando pelos cantos e também não se dava o trabalho de desmentir os boatos.

O seu jeito sincero, aberto e despreocupado de ser, acabou chamando a atenção de Melinda que resolveu se aproximar, o que resultou em uma linda amizade, Sammy não tinha se dado conta de como era bom ter uma amiga, principalmente para falar sobre garotos, ela precisava falar sobre Hique. ( Não dava pra falar do amor de sua vida, pro próprio né)? Depois surgiu Marcos, um garoto super fofo, muito bacana. Eles formaram um trio inseparável.

A única coisa que chateava Sammy era não estar com Hique (seu melhor amigo, seu amor) que desde que começou a namorar a menina nova da escola, havia se afastado. Diane mal a conhecia e já a odiava.


“Não existe mentira mais perversa do que meia verdade. Todos veem a metade verdadeira e deduzem o resto”

É nesse contexto que autora aborda vários temas a exemplo: Preconceito, machismo, bullying, discriminação, bissexualidade, mas também de amizade. Mesmo que alguns superficialmente (o livro é curto, não tinha como se aprofundar) faz com que o leitor reflita. Eu gostaria muito que esse livro fosse impresso, pois gostaria de tê-lo na minha estante física e de presentear.

Recomendo sem dúvida nenhuma.

No final a autora Gislaine Oliveira propõe com base na hastag #somostodasvadias, um depoimento. Aqui deixo o meu. (Claro, já estive dos dois lados apontados no livro e me arrependo imensamente de ter feito parte de um deles).

#somostodasvadias: Há 15 anos (nem faz tanto tempo assim) eu me separei. Esse fato fez com que muitas pessoas se afastasse de mim, as vizinhas viraram a cara por que uma mulher sozinha com certeza vai dar em cima do marido delas, eu tinha sido largada pelo marido, portanto não prestava (pensa a mente tacanha) Algumas até juram ter - me visto dando em cima do homem delas. Os homens que antes me tratavam com respeito passaram a ter a ideia que eu estava disponível sexualmente Eca… Na verdade até a minha família acreditava que tinha que ter outro comportamento e muitas mães proibiram seus filhos de irem a minha casa porque não ficava bem. Por não me comportar como “devia “e até eles arrumarem outro assunto fui a vadia da vez. Quanto a vocês? Já estiveram em alguma situação parecida? Deixe nos comentários, adoraria saber, pois já sei o que a sociedade pensa.

Bjs


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sexta-feira, dezembro 21, 2018

[Resenha] O Terror - Dan simmons

Sinopse

Primeiro livro do premiado escritor Dan Simmons no Brasil, O terror, que foi adaptado para a TV por Ridley Scott, com estreia nos EUA em novembro, é, ao mesmo tempo, uma aventura histórica e uma fantasia sombria. A partir de uma meticulosa pesquisa, o autor recria de maneira original uma das mais fascinantes histórias da exploração marítima no século XIX, a Expedição Franklin, como ficou conhecida a trágica investida da Marinha Britânica, em 1845, à cobiçada Passagem Noroeste, que liga os oceanos Atlântico e Pacífico através do Círculo Polar Ártico. Sob a liderança do renomado sir John Franklin e mesmo contando com os equipamentos mais avançados da época, a tripulação de mais de cem homens acabou presa nas geleiras ao norte do Canadá. A luta pela sobrevivência naquele ambiente hostil é o tema da narrativa de Simmons, que adiciona uma misteriosa ameaça aos bravos marinheiros: um predador desconhecido que tenta abrir caminho através dos cascos dos navios.
Olá pessoal!

Em 1845, o explorador Sir John Franklin zarpou da Inglaterra com dois navios, HMS Erebus e HMS Terror, em busca de uma passagem noroeste através do que é agora o Ártico do Canadá. Os navios e tripulações desapareceram e dezenas de expedições de busca zarparam para tentar encontrá-los.
Os navios
Um avanço foi feito em setembro de 2014, quando uma expedição liderada pelo Parks Canada descobriu o naufrágio do HMS Erebus, no sul da ilha King William em Nunavut. Um segundo avanço aconteceu em setembro de 2016, quando o HMS Terror foi encontrado em Terror Bay, mais ao norte. Essas expedições reuniram o governo do Canadá, bem como organizações públicas, privadas e sem fins lucrativos. O uso de tecnologia de ponta, o conhecimento inuit e o testemunho oral tornaram possíveis essas descobertas históricas.
Saiba mais sobre a exploração dos destroços de HMS Erebus e do HMS Terror no site:Parks Canada

Acima imagem de HMS Terror - Ilustração: De Agostini Picture Library / Getty Images

Dan Simmons recria passo a passo a história dos naufrágios Terror e Erebus dando asas a imaginação do que poderia ter acontecido com mais de 100 homens a bordo dos navios e nos envolve através de uma narrativa sombria, perturbadora e claustrofóbica. Uma história de terror baseada em fatos reais.

O que impressiona na leitura ( além de muito bem escrita) é o clima de suspense e terror causado pela inclusão de uma criatura que surge do gelo fétida e implacável decapita os homens e come suas carnes.

Durante a viagem eles acolhem no navio dois esquimós que acreditam ser pai e filha, o “pai” vem a falecer devido aos graves ferimentos no seu corpo e Lady Silêncio (apelidada assim pois a mulher não fala, sua língua fora arrancada).
Lady Silêncio é um mistério e logo mais surgirá um estranho e desconfortável romance.

O Terror de  Dan Simmons foi o melhor livro que li esse ano ele tem minha nota 10 em todos os quesitos e não deve ser lido com sofreguidão embora suas últimas páginas nos faça querer chegar logo ao final. 

Recomendo e sugiro que não percam a oportunidade de lê-lo e aos fãs de fantasia, ficção histórica e terror é leitura obrigatória, o livro já é considerado um clássico da literatura moderna.

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segunda-feira, dezembro 17, 2018

Leo Vieira: Não Deixe o Texto Esfriar


Um escritor deve escrever com compasso. Ritmo. Não pode perder o pique. Por isso o enredo não pode amornar em hipótese alguma. O leitor deve ter vontade de segurar o livro até o fim da leitura. Não se deve colocar passagens muito vagas, ou então coloque bem resumida a etapa em que não queira desenvolver demais, escrevendo o necessário e o essencial.
Para que a ideia não disperse (algo que irrita profundamente o leitor), procure antes fazer o argumento. Com isso, você pode revisar alguns pontos e assim deixar a história redondinha.
Como hoje tem mais escritor que leitor, está cada vez mais fácil alguém descartar e odiar seu estilo de escrita. Não existe segunda chance para causar uma primeira boa impressão.



Leo Vieira


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