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Agatha Christie


Agatha Mary Clarissa Miller (posteriormente Christie e Mallowan) nasceu em 15 de Setembro de 1890, em Ashfield, a casa de sua família, localizada em beira-mar em Torquay, Devon. Agatha era a filha mais nova de Frederick Alvah Miller, um rico americano exilado, e de sua mulher inglesa, Clarissa (Clara) Boechmer. A influência maior em seu estudo vitoriano, além de seus pais, foram sua ama-seca, sua irmã mais velha Margaret (Madge), seu irmão Louis (Monty) e seus avós.

Ela foi educada em sua casa por seus pais e depois terminou seus estudos em Paris, onde mostrou um talento particular como cantora e pianista. Ela pensou em seguir uma carreira musical, mas acreditou que sua timidez em público era insuperável, e constituiria uma barreira para este tipo de carreira.

Quando criança, Agatha costumava ler muitas histórias de detetive e mesmo improvisava mistérios com sua irmã Madge. Na verdade, foi ela quem desafiou Agatha a escrever um romance policial.

Já em 1913, Agatha conheceu Archibald Christie, um jovem oficial do Exército, casando-se com ele, um anos depois. Porém, depois de casarem-se, ficaram separados devido à Guerra e assim, Agatha continuou vivendo em Ashfield enquanto trabalhava como voluntária num hospital, fazendo serviços de enfermagem e farmácia. Daí vem seu conhecimento sobre venenos, os quais a fascinavam muito.

Após a Guerra, Archie Christie foi a Londres, a trabalho, sendo que Agatha ficou em casa cuidando da filha Rosalind, nascida em 1919.

Em 1920, ela apresentou seu primeiro livro para vários editores “O Misterioso Caso de Styles” (The Mysterious Affair at Styles) que exibia então, o excêntrico detetive belga Hercule Poirot. Na ocasião, Agatha escreveu seu livro com uma última cena repleta de fatos absurdos e improváveis. Deste modo, ela foi obrigada a reescrevê-lo, tendo que contar com a presença de profissionais que a orientassem em termos e ocasiões que ela desconhecesse.

Mas foi em 1926 que seu trabalho começou a ser valorizado e reconhecido, com o livro “O Assassinato de Roger Ackroyd” (The Murder of Roger Ackroyd).

No mesmo ano, um dos fatos mais interessantes da carreira de Agatha aconteceu. Impulsionada pela morte da mãe e por vários problemas conjugais, a escritora teve um colapso, chegando ao ponto de ficar onze dias desaparecida, sem nenhuma explicação coerente até hoje. Foi organizada uma busca por parte da Polícia e houve uma sensação enorme.

Em 1928, os Christie se separaram. Depois de dois anos separada, Agatha resolve partir para Ur, na Turquia, onde havia escavações. Tomando o Expresso para o Oriente, ela chega ao local e encontra Max Mallowan, uma arqueólogo de 26 anos, caracterizado por sua magreza, quietude e obscuridade. No mesmo ano, eles se casam em Edimburgo. Sobre sua relação com o marido, Agatha declara “A maior vantagem de casar-se com um arqueólogo é que, quanto mais velho se fica, mais ele se interessa por você.”

Durante a década de trinta, o casal dividiu seu tempo em várias casas na Inglaterra e em expedições arqueológicas, no Iraque e Síria . Durante a Segunda Guerra, Mallowan serviu como oficial no Norte da África, enquanto Agatha continuou em Londres trabalhando novamente como voluntária em hospitais.

Durante esse tempo, Rosalind, sua filha, casou-se com Hubert Prichard, um major do Exército, o qual foi assassinado posteriormente em serviço, na França. O único neto de Agatha, Matthew Prichard, nasceu em 1943. Posteriormente, Rosalind se casou com Anthony Hicks.

Terminando a guerra, os Christie voltaram a suas atividades de escavação, fazendo isso por quase uma década. Nos anos cinqüenta, a escritora atinge o pico de sua carreira como dramaturga, publicando “A Ratoeira” (The Mouse Trap) e “Testemunha de Acusação” (Witness for the Prosecution).

Em 1960, Mallowan, em reconhecimento a seu trabalho, tornou-se “Commander of the Order of the British Empire”, sendo que em 68, foi titulado. Agatha também tornou-se C.B.E. e foi nomeada Dama do Império Britânico, em 71.

Neste mesmo ano, depois de um ferimento na perna, a saúde de Agatha começou a decair, junto com a qualidade e a freqüência de suas publicações. A sua última aparição em público aconteceu em 74, no lançamento do filme “Assassinato no Expresso do Oriente” (Murder on the Orient Express), que contou também com a presença da Rainha Elizabeth e membros da família real.

Agatha morreu em sua casa, em Wallingford, Berkshire, no dia 12 de janeiro de 1976. Em uma cerimônia privada, foi enterrada no cemitério da Igreja de St. Mary, em Cholsey, Berkshire.

Porém, seus livros continuam fazendo sucesso. Desde 1920, foram feitas mais de um bilhão de cópias. Seus livros foram traduzidos para várias línguas, sendo que Agatha é a segunda autora mais traduzida, depois da Bíblia.

Sua peça “A Ratoeira” (The Mousetrap) está em cartaz continuamente no London’s West End desde sua estréia em 52, se tornando a peça que ficou mais tempo em cartaz.

Marcia Lopes

Paulistana, bookaholic. Louca por livros de terror,Thriller psicológico, policial, jurídico... Mas não dispensa um bom romance. Também apaixonada por filmes e séries.

Um Comentário em “Agatha Christie

  • Difícil alguém nunca ter ouvido falar dessa escritora… além de ser extremamente talentosa, ela mesma parece ter um certo ar de mistério. Li várias obras dela, nunca me decepcionei com nenhuma história.

    Sobre sua vida, li um livro que se chama O Mundo Misterioso de Agatha Christie, até assinalei algumas frases. Me chamou a atenção, como tu mesma citou aqui, a timidez dela… no livro tem uma frase dela assim: "Prefiro escrever dez peças a fazer um discurso."

    Legal o post, viu? Beijos!

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