PUBLICIDADE

Entrevista com a escritora Adriana Vargas

Bom Dia Pessoal.

Como vocês sabem esse é o quadro que mais gosto do blog. Por quê? Eu acho que todos nós queremos conhecer nossos escritores além dos livros, o que pensam, como escrevem, porque escrevem, enfim…
E hoje eu trago para vocês Adriana Vargas. Leitores entendam, essa não é “à entrevista”, porque esta que vos escreve não é ” à entrevistadora” (risos). Mas se quiserem saber mais e entender um pouquinho dessa mulher intensa e seus escritos , sugiro que visitem o blog Escritos de Adriana .e leiam aqui no blog a resenha O Segredo de Eva No entanto espero que gostem, as perguntas são simples e a autora foi muito gentil , eu agradeço muito a amabilidade  da Adriana em arranjar um tempo para nos responder  e dizer para vocês que é uma honra para o blog tê-la como parceira, eu estou feliz muito feliz é um prazer divulgar seu trabalho e não estou rasgando seda nenhuma vocês vão ter a oportunidade de ler suas obras  e tenho certeza que vão concordar comigo . Beijos Adriana e obrigada mesmo por tudo.

Nascida em 27 de dezembro em Anápolis, Goiás, veio para Mato Grosso do sul ainda pequena. Começou a escrever desde que aprendeu a ler, pois seus pais compravam enciclopédias infantis ilustradas para incentivar seu gosto pela leitura, enquanto as crianças brincavam no quintal.Imaginava histórias que nunca viveu e as passava para o papel. Esses escritos, porém, eram escondidos debaixo do colchão. Ao serem revelados, venceu o seu primeiro concurso literário aos oito anos de idade, representando seu estado em nível nacional, o que lhe deu a segunda colocação no Concurso Mirim, realizado em 1978. Aos treze anos escreveu seu primeiro romance.

“Um escritor não brota em árvores e nem é produzido em fábricas sob encomenda.Não existem dogmas capazes de subjugar sua escrita ou o desempenho de seu papel junto à sociedade.(…)”Um singelo pseudônimo “– Adriana Vargas Aguiar

Não tem como fugir a essa pergunta ” Adriana por Adriana?

Meu nome é Adriana e sou um ser estranho (risos). Nem tanto… Às vezes mais do que o normal, mas na verdade mesmo, eu gosto de viver no meu casulo, inventar as minhas coisas, criar minhas manias de estimação, desfrutar de minha solidão por escolha e observar sentimentos. Eu escolhi viver assim. Algumas vezes, as pessoas me estranham, porque não me verão em festinhas de família e conhecidos; eu não sentarei na sala para receber pessoas por conveniência ou status com um sorriso comprado nas lojas 1,99; não sigo moda; não assisto TV; não participo de rodinhas; não conheço meus vizinhos, mas sou extremamente apaixonada por meus filhos, meus bichos e meus livros.

Porque escrever? Que compromisso seus livros tem com o leitor?

Eu escrevo porque isso é um prazer imediato para mim; escrevo porque é a única coisa que descobri gostar de fazer. Eu não tenho compromisso com meu leitor, justamente porque a escrita não é uma obrigação. Meu público é restrito; minha forma de escrever é muito de mim, e talvez eu não encontre tantas pessoas interessadas em ler minhas coisas. Estou ciente de que a leitura é um estado de identificação. Agradar a todos os gostos é não ser quase nada de alguma coisa, pois estarei fugindo da espontaneidade. Meu público será aquele leitor que me suportará e se identificará comigo

O que te inspirou a escrever seu primeiro livro O Voo da Estirpe? E como está sendo escrever o livro II O Túnel do Tempo que é o próximo a ser publicado depois de Vozes do Silêncio ?

O Voo da estirpe foi inspirado em tanta coisa… Foi inspirado em vida, e não, na vida. Clarice lutou para sobreviver de um coma, e eu, na vida real, lutava para sobreviver de mim mesma. Ele é tão complexo que as pessoas se preocupam em lê-lo, mas são poucas as que compreendem, porque este livro não foi feito para ser compreensível. É uma obra que precisa ser sentida apenas, como os sentimentos que temos e não compreendemos, assim é o Voo da Estirpe, um texto denso em que o leitor terá que decifrar a protagonista. O livro II está sendo uma experiência um tanto perigosa. Tratarei de assuntos delicados como experiências quase-morte em estado de comas e regressão de uma forma que não se levante bandeiras religiosas.

Fale um pouquinho sobre Vozes do Silêncio que vai ser lançado na Bienal do RJ em 2013?

Vozes do Silêncio é um livro diferente dos que já escrevi. Tentei fugir da introspecção, e caí no lado místico que tenho. Acredito em forças invisíveis e deixei a crença me guiar. Apaixonei pelo sobrenatural através deste livro. Tinha medo de escrever algum tema assim e cair em mesmices, mas a alma do livro se sobressaiu e o resultado me satisfez. Em 2013 pretendo apresentar ao público, esta proposta inovadora em minha escrita, e depois dela, certamente nada mais voltará a ser como antes em minha escrita, pois este livro foi o grande divisor de águas em minha carreira. Um dia vocês saberão o porquê.

Hoje com várias obras publicadas, outros em andamentos:”Inocence, A Sociedade Secreta”, Via Crucis Medieval”, Vitrine de Papel” e “Encontro de Almas” seu trabalho no Clube Nacionais dos Autores, advogada, mãe , mulher… Como arranja tempo? Você dorme? (risos)

Eu durmo pouco (kkkkkk). A minha vida é literária. Tudo que hoje faço
e vivo é em prol da literatura. Sinceramente não sei como consigo reunir tudo em torno disso, mas de algo sei, o amor é o motivo e a estrutura de tudo. Eu amei esta ideia. Doei-me completamente. Abdiquei do mundo, da vida lá fora e de outras ilusões, para viver da forma como me sinto feliz e plena – escrevendo e me envolvendo com pessoas que também são apaixonadas pela escrita, pois é perto desse universo que quero ficar; são com tais pessoas e linguagem que eu verdadeiramente me identifico.

Brincadeiras à parte, quais foram as dificuldades e ainda quais são que você enfrenta nesse “mundo literário/editorial”?

A maior dificuldade no mundo editorial para mim, é vender livros, mas para que este clichê não me tire o ânimo, inventei outro, escritor não é cargo, função, emprego, negócio. Escrevo porque amo escrever e ponto final. Outra dificuldade que passei recentemente foi com os pseudocríticos, blogs com faixada literária que fingem-se defender uma causa, levantar uma bandeira, segundo ele, defensores literários, para usar nomes, imagens alheias com intuito de conquistar um público e ganhar seguidores e atenção. Esse povo me deixou chateada por um tempo. Eles falavam de mim, como se eu fosse sua vizinha de porta. Invadiram meu blog deixando comentários ofensivos e classificaram meus amigos virtuais como interesseiros. Enfim… Depois de algum tempo descobri que não vale à pena me estressar, pois perdia tempo com isso. O bom de todas as coisas é você colocar um tampão no ouvido e continuar sua luta, como se isso não fosse capaz de impedir sua vitória. Eu ignorei porque meu tempo durante o dia é curto, e tenho coisas grandiosas a serem feitas, não posso perder meu tempo com tolices e mediocridade.

Conta um pouquinho do projeto CNA?

O CNA vem tomando forma, hoje caminha com suas próprias pernas. Foi um processo de muita luta; brigas homéricas para fazer com que os autores entendessem o objetivo do Clube. Muitos chegavam acreditando ser ali, seu ponto de descanso, após idas e vindas, batendo às portas das editoras, viam no CNA, a salvação de sua exclusão literária – enganavam-se! O Clube nunca foi e nunca será o esconderijo para quem quer descansar da luta. Estamos constantemente em busca de mais uma vitória; ainda precisará ser morto, um leão um por dia para ter seu livro em evidência. Estamos numa selva; num mundo desalmado de literatura e robotizado pela capitalização, não há tempo para ser perder com “mimimi”. Autor no Brasil é órfão literário, precisa escrever, divulgar e vender seu livro. No CNA, desde o ingresso, o autor é colocado diante desta realidade.

Voltando aos seus livros , qual livro xodó e qual personagem favorita?

Ohh minha linda, nem preciso dizer que é o Voo da Estirpe.Clarice me ensinou a voar.

Jogo rápido:


Qual escritor? Itarcio A.L.
Qual livro? A escolha de Sophia
Que época? 1960
Que sonho? Ver todos meus projetos publicados.
Qual Medo? Deixar de sonhar
Que frase te define hoje? “O que se deseja é sempre mais valioso do que se alcança.” – Garibaldino de Andrade


Então pra finalizar deixe uma mensagem para nós blogueiros e leitores…

Acreditam em seus sonhos. Jamais ignorem quem está começando agora, este pequeno blog, será um grande incentivador da literatura amanhã – com o seu apoio. Não barganham, não façam nada a troco de algo, faça por gana à causa, por vontade de ver um país rico culturalmente, pelo sonho e pela magia de viver o que vivemos, pelo desejo de fazer parte desta mudança e construção desta história – Isso não tem preço! Vamos praticar o amor; a literatura.

Bom pessoal é isso, eu espero que tenham gostado e gostaria dizer isso: o diferencial dos livros da Adriana não são as histórias só por que são marcantes, o interessante e até intrigante é a forma que é escrito e narrado, ninguém fica impune a intensidade da escrita, eu li Eva me senti em transe , atordoada com tantos sentimentos, agora estou lendo Vozes do Silêncio, estou no comecinho ainda e quase sem tempo, mas podem aguardar a resenha.

Image Hosted by ImageShack.us

Image Hosted by ImageShack.us
Image Hosted by ImageShack.us

Marcia Lopes

Paulistana, bookaholic. Louca por livros de terror,Thriller psicológico, policial, jurídico... Mas não dispensa um bom romance. Também apaixonada por filmes e séries.

11 Comentários em “Entrevista com a escritora Adriana Vargas

  • Oi flor.
    Adorei a entrevista.
    É tão bom poder conhecer um pouco mais sobre os autores, o que os inspira e limita…
    Acho que isso acaba aproximando mais o leitor, o deixa mais receptivo a leitura.
    Beijinhos,
    http://fulanaleitora.blogspot.com.br/

  • Eu gosto de ler as respostas dos autores e esta me parece muito interessante, um pouco solitária talvez. ..
    Parabéns a autora , o escritor pra mim não pode se estagnar a uma obra só, tem que cansar o leitor, se conseguir!
    Beijos Mundo.

  • Amei a entrevista, é tão bom conhecer um pouco mais nossos autores nacionais. Acho q daqui a pouquinho meus livros vão chegar, ai vou devora-los e volto aqui p comentar srsr.

    Bjs

  • A entrevista ta linda, e é sempre bom saber sobre os "nossos" autores nacionais.

    Beijos!

  • A Adriana é encantadora, ela nos inspira com suas palavras, me tornei também parceira dela e mais do antes uma fã incondicional e quanto mais à conheço, mais à admiro.
    Ela é um ser humano lindo e ver a paixão com que ela escreve e acredita nos seus sonhos, nos faz querer sonhar também.
    Eu amei a entrevista, conhecer mais a Adriana é sempre maravilhoso.
    Sucesso ao blog e muito sucesso pra Adri também!

    Beijokass

    Jaque – Meus livros, meu mundo.

  • Como já disse aqui mesmo, sempre me deparo com algum comentário sobre essa autora, ela parece ser muito interessante, talentosa, fico admirado pelo sonho dela de ver os autores nacionais valorizados, é isso aí, tiro o chapéu.Parabéns a sra autora e ao blog por divulgar,gostei.
    Abraços.

  • Ahhh, prenda minha!!!
    Estava tão down antes de vir aqui, lendo a entrevista e a forma tão carinhosa que tudo foi preparado, só tenho a dizer que agradecer é tão pouco… eu queria poder fazer muito mais por você – queria te dar um abraço!
    Beijos,
    Adriana.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

%d blogueiros gostam disto: