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Resenha – História do Rosto – Jean-Jacques Courtine & Claudine Haroche

História do Rosto
Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Livro recebido da Editora Vozes de cortesia para resenha.

História do Rosto trata-se de uma tradição que se desenvolveu entre os séculos 16 ao 18 tendo sua origem em fontes religiosas.

A fisiognomonia é a  arte de conhecer o caráter do indivíduo a partir de suas feições, além disso por muito tempo médicos usavam dessa prática até para diagnosticar possíveis doenças

E mais do que isso essa tradição de se analisar o rosto era assegurar a reunião do político com o psicológico., ou seja se expressar ou calar -se diante da sociedade.

Jean-Jacques Courtine e Claudine Haroche afirmam que o corpo exprime a alma e a alma se expressa no rosto.

A fisiognomonia até o século 18 foi usada como estudo não só por médicos, mas astrólogos, quiromantes e etc. Muitas expressões que conhecemos partiu desses estudos trazendo uma  associação do homem ao espírito dos animais. Exemplos: Se tem bastante pêlos e  cabelos o temperamento é quente ;  se pouco é frio; se crespo é seco; se liso é úmido;  se o nariz for largo é orgulhoso; nariz grosso denota sujeira; se o nariz for fino ou pequeno significa espírito sem valor, baixo.

Teoricamente o homem possui duas faces uma que se mostra e outra que se escapa e aí que entra a fisiognomonia.

História do Rosto

 A fisiognomonia é uma ciência real pela qual as condições dos homens são plenamente conhecidas por meio de algumas conjecturas, pois  o rosto é comumente previsor e indicador, […] de tal modo revela e desnuda o coração, e são  por ele conhecidas as vozes dos pensamentos e cogitações interiores , coisas as quais estão contidas sob a verdade fisionômica.

Assim, como os traços indicam uma qualidade psíquica, em relação com os espíritos animais  indica uma qualidade de caráter. Por exemplo: o homem que se assemelha ao leão é tão “corajoso” “ousado quanto ele” Ou tão “preguiçoso” quanto um boi, “traidor” como uma mula e etc.

História do RostoHistória do Rosto
Para melhor entender essa parte da História do Rosto.
“Os textos do século 16 contam fielmente as anedotas que ilustram a legendária perspicácia dos fisionomistas antigos: Zópiro descobrindo no rosto de Sócrates , a marca de um caráter violento de impulsos grosseiros”.

Isso aconteceu quando os discípulos mostraram a Zópiro ( famoso fisionomista grego) um retrato de Sócrates . Observando por um longo tempo ele disse:

Este homem deve ser enganador, finório, sensual; é alguém que ama a fornicação.

Os discípulos ficaram indignados e logo dizendo que imagina, nosso mestre não é assim.

E quando contaram isso para Sócrates e para confusão dos seus alunos ele disse:

Zópiro tem razão, esse é com efeito o meu caráter. Mas, quando vi que minhas disposições eram más , impedi-me de segui-las  e a razão venceu minhas paixões.

História do Rosto

A fisiognomonia estava com os dias contados, em meados do século 17 com a contrarreforma Católica condenando as ciência ocultas, Papa Sisto V fez uma bula excomungando os quiromancista desta forma os tratados de fisiognomonia são colocados no  Index Expurgatorius  e os autores perseguidos pela inquisição.

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Marcia Lopes

Paulistana, bookaholic. Louca por livros de terror,Thriller psicológico, policial, jurídico... Mas não dispensa um bom romance. Também apaixonada por filmes e séries.

87 Comentários em “Resenha – História do Rosto – Jean-Jacques Courtine & Claudine Haroche

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