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Leo Vieira: A Era a Escravidão Cultural

A Era a Escravidão Cultural

É isso mesmo que está no título: estamos nessa fase e poucos percebem. Escritores, músicos e ilustradores estão aceitando viver na humilhação artística. Estão aceitando pagar para apresentar a sua arte, através de antologias e filiações a preços absurdos. Estão aceitando pagar para ter atenção, entre outras coisas. É momento de reverter essa situação. Não é porque o que você faz adjunto ao seu trabalho e estudo que você irá aceitar qualquer imposição alheia em nome da arte. Muitos projetos, participações, inclusões e parcerias precisam de uma pausa de planejamento. Você trabalha de graça apenas pra si mesmo. E esse material que é o seu portfólio; e não fazer uma amostra grátis diferenciada. Há uma frase que diz: “pra que eu vou comprar uma vaca, se eu tenho onde ganhar leite de graça?” Tenha o seu preço e valor e aprenda a dizer não.

 

Leo Vieira

Sou ESCRITOR (romances, contos, crônicas, composições musicais e roteiros [com filiações e reconhecimentos acadêmicos]), ATOR (teatro e dublagem [tenho DRT]), ILUSTRADOR (personagens próprios, quadrinhos independentes e desenho animado) e PRODUTOR CULTURAL (feiras literárias). Minha formação é teológica; atualmente estou estudando Letras, Jornalismo, Cinema e Marketing.

18 Comentários em “Leo Vieira: A Era a Escravidão Cultural

  • Oie
    já gostei do post pelo titulo por ser algo que choca hahah adorei suas palavras e me levaram a reflexão, parabéns

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

  • Rayanni Araujo
    3 meses ago

    Olá, tudo bem?
    Concordo com você, assisti a uma palestra com um tema semelhante essa semana, e foi uma palestra bem educativa e esclarecedora.
    Um beijo.

  • Olá, gostei do seu ponto de vista, acho que os artistas devem se valorizar mais, mas não entendi o porque da descriminação quanto as antologias, acho interessante, pois temos diferentes autores e histórias rápidas e dinâmicas, assim é possível conhecer trabalhos diversos.

    Abraços

    • Oi, Quel. Obrigado pelo comentário.
      Sobre antologias, eu só não acho válido quando o foco é puramente financeiro, cobrando altas taxas e agregando qualquer um e qualquer obra somente para contabilizar. Isso faz perder qualidade e prestígio de quem está realmente empenhado.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Olá, fico muito triste com a situação dos autores/artistas nesse país, a coisa que mais dói no coração é quando eu indico um livro e a pessoa me pergunta: É nacional? com essa simples pergunta eu já percebo o preconceito. Por que perguntar se é nacional, é um livro muito bom, não importa de onde é o autor. Eu procuro sempre que possível valorizar os nossos autores, só leio nacional, com algumas poucas exceções, no meu blog quase 100 por cento das resenhas são nacionais, faço a minha parte, e espero que um dia essa situação mude. Adorei o post. Bjs

    http://www.livrosemretalhos.com.br

    • Oi, Gilvana. Esse preconceito existe há muitas décadas. Paulo Coelho que o diga; que precisou publicar o quarto romance “O Alquimista” primeiramente fora do país para ganhar referência e respeito. Muitos autores nacionais também publicavam com pseudônimos americanizados (o que eu acho errado) só para chamar a atenção de compra. Eu não vou negar minha nacionalidade e tão pouco “estrangeirizar” desnecessariamente um enredo e personagens somente para agradar o público. Alberto Pecegueiro, um famoso executivo do ramo de comunicação disse certa vez que se não fosse as novelas da Globo, ia ser uma lavagem cerebral completa.
      Enfim, se é para ficar para um público pequeno, assim permanecerei.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Olá!
    Concordo com o seu texto. Tudo que você mencionou tem acontecido cada vez mais. Porém acho que tudo é uma questão de escolhas, e o profissional, seja de qual área for, tem o direito que optar por pagar para ter o seu livro publicado, por exemplo. O que é ruim é que o mercado acaba focando cada vez mais nesse tipo de publicação, e quem não deseja esse tipo de publicação, acaba de certo modo tendo mais dificuldade.
    Beijos.

    • É verdade, Aline. Eu no início, já precisei pagar por alguns serviços, como filiações acadêmicas. Para quem está totalmente cru é até válido, porque precisa de referências para filiações paralelas e subsequentes. Mas quando isso se torna uma mercantilização (o que tem acontecido muito hoje), ainda mais agregando quem não tem nada a ver com isso, acaba até mesmo depreciando a carreira de quem está empenhado.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Olá!
    É uma questão bem difícil, porque na minha opinião é muito triste que aconteça isso, mas não critico pois acho que é uma escolha, se a pessoa escolheu pagar para publicar então devo respeitar.

    • Oi, Joyce. Com certeza; é um direito de cada um. Ainda mais quando se é leigo no assunto. O questionamento está para o avanço das tarifações de serviços literários para qualquer tipo de serviço (postagens, entrevistas, etc) e o pior de tudo é que muita gente está pagando.
      Descarto e repudio esse tipo de atividade.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oi, Joe. Eu também particularmente não tenho nada a questionar. Cada um sabe o que faz com seu dinheiro. Mas muitos acabam caindo no conto do vigário e a frustração é maior que qualquer valor financeiro.
    Abraços,
    Leo Vieira

  • Joe de Lima
    3 meses ago

    Não censuro ninguém que paga por publicação, é decisão da pessoa. Eu mesmo nunca faria uma coisa dessa, até porque esse é um dinheiro que não vai retornar.

  • Oiee! Concordo super com seu texto, grandes autores e artistas, hoje, pagam pra terem seus trabalhos expostos e divulgados.

    • Oi, Yara. É verdade. Não custa nada aprender mais um pouquinho e desenvolver seu próprio ciclo de divulgação e marketing biográfico. Com o tempo isso atrai bons parceiros, como essa parceria e amizade que mantenho com a Marcia Lopes, dona deste site.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Concordo consigo, numa palestra que ouvi recentemente o orador disse que não podíamos “dar de graça” os nossos talentos.

    • Oi, Liliana. Eu faço muitos dos meus serviços literários de graça, desde que haja uma boa parceria de divulgação, etc. Mas pagar para expor textos, aí não.
      Beijos,
      Leo Vieira

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