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Leo Vieira: A Era da Prostituição Artística

A Era da Prostituição Artística

Pode parecer forte e agressivo esse tema, mas veja como que hoje um autor é obrigado a escrever o que não gosta. Em nome de modinhas literárias, muitos estão embarcando e encarando o desafio como um teste de sobrevivência. A questão é que em nosso emprego civil, temos que aprender a gostar do que faz. Gostar de ser pontual, de tornar a atividade organizada, manter a sua mesa limpa, ser acessível à equipe e aos superiores, etc. Essas regras tornam o dia produtivo e mantém vida longa no emprego.
Tais mudanças literárias fazem o autor assumir um estilo que não é dele, se deixar influenciar pelo modismo literário alheio, causando mudança de pensamentos e de rumos. Isso se leva no caminho da política, religião e demais escolhas.
Escritores: se valorizem! Não queiram se envolver em tudo somente para agradar.

Leo Vieira

Sou ESCRITOR (romances, contos, crônicas, composições musicais e roteiros [com filiações e reconhecimentos acadêmicos]), ATOR (teatro e dublagem [tenho DRT]), ILUSTRADOR (personagens próprios, quadrinhos independentes e desenho animado) e PRODUTOR CULTURAL (feiras literárias). Minha formação é teológica; atualmente estou estudando Letras, Jornalismo, Cinema e Marketing.

24 Comentários em “Leo Vieira: A Era da Prostituição Artística

  • Oi Leo, tudo bem?
    Eu sempre tive aquela sensação que cada autor tem o dom da escrita e que as histórias estão dentro dele esperando para serem contadas. E cada um escreve o que gosta. Acho que a visão da modinha está mais para a análise que as editoras fazem, sobre o que o público está lendo e pedindo no momento. E sempre vai ter um autor que escreva sobre o que está sendo demandado. O que eu percebo é que quando um livro faz sucesso, todas as outras editoras procuram comprar obras com o mesmo assunto. Mas como não trabalho no meio, não entendo muito, essa é a minha visão de leitora.
    Gosto muito de discussões, traga mais assuntos.
    beijinhos.
    cila.

  • Luana Alves
    2 meses ago

    Sou somente leitora, não escritora. Mas como dito, esses ajustes acontecem em todas as carreiras, né? Escrever para si, sem esperar que agrade um grande público é um ato de coragem.
    Bjs

  • Carolina Ramires
    2 meses ago

    Olá!
    Realmente, o profissional precisa se valorizar acima de tudo. Infelizmente, ultimamente, encontramos alguns que não fazem isso e acabam atrapalhando todo o seu nicho profissional, uma pena!
    Beijos.

  • Belíssimo texto, concordo com tudo! É muito fácil seguir a favor da maré. O que destaca mesmo um profissional do ramo literário é quando ele escreve algo daquilo que tem domínio, mas principalmente, aquilo que gosta, pois a sensibilidade do autor em descartar as nuances da obra é que atrai um público de leitores. Não devemos ir de acordo com as modas literárias e sim escrever o que nos faz bem.

    beijinhos!

  • Oi Leo, infelizmente muitos se deixam levar por modinhas, mas acabam dando um tiro no próprio pé, pois o que sai acabam sendo textos abaixo da qualidade esperada, tanto para ele próprio, quanto para os leitores.
    Bjs, Rose.

  • Olá, tudo bem? Ainda bem que não conheço algum autor(a) que tenha feito isso, mas vejo que é um assunto cada vez mais comum. Isso se reflete MUITO em grande quantidades de nacionais de pouca qualidade e de rasas opiniões. É triste ver um mercado que tem muito a oferecer se ver forçado a se render ao marketing em massa, as modinhas, e cada vez mais ser atacado. Ótimo colocação e texto!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

  • “se valorizem! Não queiram se envolver em tudo somente para agradar.” esta frase serve para vários profissionais, e pessoas em geral. Que deixam seu eu, para agradar os outros. Mas com certeza estas pessoas no final do dia devem ser bem infelizes. Temos que lutar por o que acreditamos e respeitar nosso trabalho acima de tudo. Ótimo texto.

    • Oi, Ana Lícia. Já me desfiliei de instituições, academias de letras e blogs literários por não concordar seguir políticas em desacordos ideológicos. Não sou marionete e nunca vou me deixar ser controlado. Posso ficar sozinho e isolado, mas antes isso do que ficar mal comigo mesmo.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Eu discordo, acho que o autor escreve aquilo que tiver vontade e só se deixa influenciar aquele que está mais preocupado em vender livros do que alcançar leitores. Um autor que escreve sobre um tema que não gosta pode não se empenhar tanto quanto nos demais projetos e o resultado não será agradável e isso pode prejudicar o leitor. Hoje o autor NÃO É OBRIGADO A ESCREVER O QUE NÃO GOSTA, nunca foi, nunca vai ser. O autor vai escrever o que ele quiser e se quiser escrever sobre o que não gosta será por vontade própria visando benefícios.

    • Oi, Beatriz. Obrigado pelo comentário. Entendo o seu ponto de vista. Como eu falei em postagens anteriores, tem que ver os dois lados da situação. Como você mesma falou “só se deixa influenciar aquele que está mais preocupado em vender livros do que alcançar leitores.” E é exatamente o que eu falei. O autor que quer ser aceito e publicado acaba escrevendo o que a editora quer.

  • Morgana Brunner
    3 meses ago

    Concordo contigo em relação a nossa arte,muitas das vezes ela nem é expressada de maneira correta, e interpretada da qual na mesma maneira, creio que um dia isso irá mudar, ótimo texto.
    Beijinhos

    • Oi, Morgana. Há uma frase que diz que é mais fácil construir um menino do que remendar um homem. Eu acho que tentar imaginar um mundo melhor neste aspecto chega a ser um devaneio. Nem adianta ficar brigando com quem pensa o contrário. O importante é estar seguro em seus argumentos e ter maturidade para analisar os dois lados da situação.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Concordo com o que você escreveu. A arte meio que perde seu sentido quando não é a representação do artista e sim somente uma resposta aos anseios dos outros.

  • Oii, tudo bem?
    Então, entendo o que você quer dizer, mas acredito que muitos escrevem realmente o que gostam. Sem falar que não me imagino escrevendo algo apenas por ser modinha, desse modo não estaria sendo honesta comigo mesma. A escrita é uma maneira de me expressar, é como um escape, mas entendo quando você diz isso, já que muitos livros são feitos apenas para lucrar, o que é bem triste.
    Parabéns pelo post.

    • Oi, Paula. Concordo com o seu ponto de vista. Também acredito que muitos escritores também começam a escrever no embalo de uma temática que gostaram. O que é muito comum.
      Infelizmente as editoras e livrarias não podem viver de ideologias culturais literárias. Elas precisam também manter ótica comercial e investir no que está vendendo atualmente.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oi, tudo bem?
    É a pura verdade. Os escritores escrevem muitas vezes aquilo que a editora quer, porque a editora quer ganhar dinheiro. Um exemplo são esses livros que mais parecem cópias mal feitas de Crepúsculo. Youtubers famosos lançando livros em menos de um mês, sendo que não possuem condições para isso. Para que algo fique bem feito é preciso colocar sentimentos bons naquela obra e não a pressão de ganhar mais.

    • Oi, Death Life!
      Eu já vi um livro nacional tão irritantemente parecido com Crepúsculo que a autora imitou nomes, enredo, conflitos e teve a audácia até de imitar a autora na foto na orelha do livro!
      Se bem que a onda dos livros vampirescos (menina órfã, insossa que mora no campo e conhece um cara estranho, narcisista e fresco até descobrir que ele é uma criatura sobrenatural) até diminuiu. O que está em alta são livros na aba do “50 Tons de Cinza”, onde uma estudante tímida conhece um rico tarado e sádico. Vamos ver qual será a próxima moda.
      Abraços,
      Leo Vieira

      • Oi Leo!
        Amei suas comparações e tô rindo demais aqui. kkkkkk
        E é verdade a onda agora e sexo (sexo fantasioso, estranho, bizarro) Isso quando o autor(a) não apela aí vira pura pornografia.
        Agora falando de blogueiros que acabam não sendo totalmente sincero acho que esse caso rende muita discussão, pq não podemos esculhambar simplesmente um livro, as vezes nem propriedade para isso temos alem de apenas leitor.
        Eu acredito que blogueiros sérios acaba dizendo o que realmente acha com sutilezas. Eu também caio fora de blogs que enaltece o autor somente pq são parceiros, quando o mais bonito é chegar para o autor e expor sua opinião (isso no caso de parceria)
        Eu particularmente para não esculhambar prefiro não resenhar.(repito, no caso de parceria)
        Eu amo sua postagens nos tira da zona de conforto. Bjs, Bj

  • Olá!
    Concordo plenamente com suas palavras!
    Acho que não apenas os autores, mas também os leitores que muitas vezes pra não perder parcerias acaba pegando gêneros literários pra ler que nem gostam só pra agradar.
    Temos e devemos fazer o que gostamos, sem dúvidas faríamos melhor e seríamos mais contentes.

    • Oi, Camila. A arte é uma manifestação onde você coloca o seu
      verdadeiro eu para fora. Como então que você vai manifestar um alguém que você não é?
      E quanto aos blogueiros, resenhar elogiando um livro que tem pouca qualidade literária, mesmo que tente ao máximo ressaltar os pontos positivos, não é uma atitude honesta. É por essa questão que existem tantos “blockbusters” (blockbostas) e “best sellers” (bost sellers) com muita publicidade e pouca qualidade.
      Obrigado pelo comentário.
      Beijos,
      Leo Vieira

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