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Leo Vieira: biblioteca comunitaria

A principal meta de um escritor é se tornar reconhecido como escritor.
O principal argumento que possa alegar o ofício do escritor são os seus livros
publicados.
Para que um escritor tenha muitos livros publicados, é conveniente que ele tenha livros vendidos.
Para que um escritor venda muitos livros, é necessário que ele seja um escritor
militante.
Para ser militante, um escritor precisa escrever muito.
Para escrever muito, nem sempre um escritor precisa apenas escrever livros.
Se um escritor não tem como publicar muita coisa, ele pode publicar em blogs.
Se um escritor publica muita coisa em blogs, ele pode conquistar leitores.
Os leitores conquistados vão acompanhar o que ele tiver publicado.
Com as vendas de suas publicações, o escritor pode publicar mais livros.
Com mais livros publicados, o escritor pode vender mais e poder investir mais.
Se ainda assim, o escritor achar cansativo e quiser andar mais devagar, vamos focar então na meta de despesa menor de investimento.

O escritor precisa se tornar conhecido, mas também precisa fazer boas ações
literárias.
Vou ensinar a fazer “Heroísmo Literário”.

Um empresário quando se envolve em filantropia, precisa fazer algo pela sociedade a qual obteve sustento por meio dela. Isso é uma forma de gratidão, além de abatimento de impostos.
No caso de nós, escritores, precisamos defender e proteger o nosso espaço
literário, desenvolvendo os leitores de amanhã (literalmente, porque eles se
interessarão mais por suas obras).
Uma das alternativas é preparando a “trincheira” que receberão as nossas “armas” (livros). Esse arsenal precisa estar bem preparado e nada melhor que o próprio capitão para fazer essa tarefa tão nobre e digna de admiração.

Tópico 1: Local
Defina o espaço que receberá a sua obra e motive os soldados a cuidarem do acervo. Existem escolas em lugares carentes, condomínios e instituições que não possuem biblioteca organizada. Se ofereça para desenvolver a atividade, designando tarefas para professores, funcionários e alunos.
Material: uma sala com prateleiras, mesa e cadeiras, um fichário e, se possível, um computador para controle dos livros e dos usuários.

Tópico 2: Organização
Verifique os livros que estão no local e separe por classificação. Você também pode designar os funcionários para conseguir doações entre eles. Se a instituição tiver verba, negocie com as editoras com compra especial com desconto. Se a instituição for filantrópica, desenvolva a carta timbrada na prefeitura para que consiga doação.

Tópico 3: Catálogo
Com as obras reunidas, faça catalogação das mesmas, organizadas por temas nas prateleiras (ficção, infantil, técnico, enciclopédia, etc)
Cada aluno deverá fazer uma ficha, a qual ficará registrada virtualmente, ou por
fichário (nome, RG, CPF, endereço, e-mail e telefone). A retirada dos livros não
terá custo, mas esboce uma taxa simbólica de multa, caso não seja devolvido no prazo. A multa não tem intenção de punir o leitor, somente para ressaltar a
responsabilidade.

Fazendo isso, você terá até o mérito de ter a biblioteca batizada com o seu nome (!). Depois, visite regularmente e acompanhe as novidades. Crie circuitos literários, rodas de leitura, palestras, leitura para crianças, entre outras atividades na biblioteca.

Essa tarefa é muito nobre e conveniente para cada escritor. O resultado são reconhecimento, prestígio, respeito e divulgação cultural literária.

 

Leo Vieira

Sou ESCRITOR (romances, contos, crônicas, composições musicais e roteiros [com filiações e reconhecimentos acadêmicos]), ATOR (teatro e dublagem [tenho DRT]), ILUSTRADOR (personagens próprios, quadrinhos independentes e desenho animado) e PRODUTOR CULTURAL (feiras literárias). Minha formação é teológica; atualmente estou estudando Letras, Jornalismo, Cinema e Marketing.

32 Comentários em “Leo Vieira: biblioteca comunitaria

  • Olá!
    Gostei do post, muito interessante e todos deveriam ler e refletir. Podemos ajudar muitas pessoas, doando livros e conscientizando também o cuidado com eles. Fico feliz quando vejo adolescentes com livros na mão, envolvidos com a história, é raro, mas ainda temos alguns e acredito que se investimos mais nisso mais pessoas irão se envolver com a leitura.

    Beijos!
    http://lovesbooksandcupcakes.blogspot.com.br/

    • Obrigado, Tahis. Segundo uma pesquisa feita pelo Google com 150 fontes, existem em torno de 150 milhões de livros publicados no mundo inteiro. Com certeza há um livro feito para cada um abrir o gosto pela leitura. A humanidade precisa saber que leitura é uma necessidade que tem que ser estimulada desde cedo.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Excelente post, trazendo verdade e conteúdo. Mas acho que é dificil se concretizar numa comunidade meio egoísta como a nossa. Seria uma utopia, uma biblioteca em cada canto.

    • É verdade, Angel. Em cada canto é um devaneio, vendo que até mesmo nas sociedades literárias e academias de letras há desinteresse dos associados. Mas se houver duas pessoas focadas, é possível fazer nascer uma biblioteca sim. O resto é consequência.

  • Olá!!
    Ótimo post, parabéns! Tudo o que você disse é realmente verdade, se qualquer um fizer pelo menos um mínimo as gerações futuras seriam muito melhores através da leitura.

    beijos

    • Obrigado. Se cada um fizesse um pouquinho que seja (ou limpeza, ou encapamento, ou organização, ou arrumação…) nasceria uma biblioteca em qualquer lugar que fosse.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oie Leo,
    Na qualidade de leitora eu o parabenizo pela postagem. Realmente escrever não é dom é um processo e exige muitode nos. Imagino para quem é escritor. Eu acredito que há pessoas que nascem sim com o dom da criatividade, o que ajuda muito na hora de escrever um enredo.
    Parabéns.

    • Oi, Amanda. Obrigado pelo comentário.
      Eu acho que escrever é uma tarefa que exige disciplina. Todos nós temos esse dom porque somos estimulados a escrever desde cedo. Cartas, redações, textos, etc.
      Todos nós sabemos contar histórias. O fato de desenvolver a habilidade, depende do empenho de cada um.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Olá Leo,
    Com certeza uma biblioteca comunitária é uma excelente forma de incentivar a leitura para as gerações futuras.É preciso investir mais nisso no nosso país.
    Beijos
    Blog Relicário de Papel
    http://www.relicariodepapel.wordpress.com

    • É verdade, Jessica. E muita coisa legal pode ser feita também. Reuniões, eventos, contação de histórias para crianças e muito mais.
      Não deixe de desenvolver com os seus amigos.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Eu tenho esse sonho de uma biblioteca em meu bairro, talvez junto a uma escola, mas que seja aberto a toda a comunidade. Acredito que eventos ligados à leitura pode auxiliar, e muito, professores dentro da escola pública. É preciso fazer nossas crianças e adolescentes a ter fácil acesso aos livros, permitir que conheçam as portas mágicas para tantos universos. Adorei o post.

    *☆* Atraentemente *☆*

    • Oi, Evandro. Se você conhecer alguma instituição que tenha um espaço vago, ela pode ser disponibilizada para manter e organizar os livros. Eu presenciei muitos lugares que foram ganhando forma e espaço com o tempo, além de eventos culturais literários. Vá planejando que tudo dará certo.
      Grande abraço,
      Leo Vieira

  • Olá Leo! Adorei o post e a ideia da Biblioteca Comunitária. Assim fica mais fácil conhecermos escritores, principalmente os novos.
    Beijos :*
    By Amanda Santos | Facebook | Instagram

    • Oi, Amanda. E não é só isso; vocês também estarão discipulando os agentes bibliotecários da nova geração.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Ola Leo … Teu post me fez lembrar de um Professora maravilhosa. Trabalhei em uma escola de periferia, uma das professora da escola tinha um projeto bem parecido com tua ideia. Ela montou uma biblioteca itinerante. Como era gratificante ver o rostinho das crianças no dia da troca de livros.
    Não tenho dúvidas que alguma sementinha foi plantada.
    Abraços Sandra Paim @casanovaorganizada

    • Que maravilha, Sandra. Aqui eu sou colaborador de um projeto chamado “Recicla Leitores”, que é coordenado por uma família muito empenhada. Eles recolhem livros doados, restauram, põe etiquetas e fazem feiras de doação em escolas, faculdades e eventos culturais. O resultado é mais que gratificante.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Adoro seus posts! Sempre abrindo mais as minhas ideias.

  • Não entendo muito bem sobre o assunto, mas adorei seu post,

    • Obrigado, Janaira. Qualquer ajuda e colaboração que você puder fazer em uma biblioteca de escola é bem-vinda.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Post muito bem feito e organizado parabens!!

  • Que ideia maravilhosa Leo, sabe o que fiz uma vez. Li um livro e deixei ele num banco de hospital com recadinho, para quem pegasse o livro ler e fazer a mesma ação deixando num outro lugar publico e uma mensagem. Eu creio que esteja rodando por ai, acredito que ainda existam muitas pessoas apaixonadas por leitura e ajuda ao proximo. Bjs
    Cléo @decasalimpa

    • Que ideia legal, Cléo. Em uma cidade, criaram algo semelhante em um ponto de ônibus, mas o pessoal ignorou e transformou em lixeira!
      Em um shopping daqui onde eu moro (Niterói-RJ) eles colocaram uma prateleira para livros doados. A pessoa pode levar e deixar o livro que quiser.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oi Leo, adorei a ideia do post, com certeza há muitas dicas que podemos aproveitar, não apenas como escritores, mas como cidadãos. Parabéns. Bj

  • Olá tudo bem? Eu simplesmente amei seu post, e seu blog!!! Vou passar por aqui mais vezes, um beijo!

    http://www.kamillasouza.com.br

  • Morgana Brunner
    1 ano ago

    Oiii Leo, como vai?
    Infelizmente de certo ponto do jeito que alguns autores convivem e reagem diante da biblioteca comunitária me deixa se coração, alguns até evitam depois de serem reconhecidos, isso é algo que de certa maneira não temos como evitar. Mas, adorei a postagem <3
    Beijinhos

    • Oi, Morgana. Eu não lembro o nome de nenhum autor ganhador de algum prêmio literário do ano passado, mas posso lhe dar uma lista de nomes de pessoas especiais que me ajudaram em algum momento da vida.
      Isso porque o aplauso morre, mas a gratidão nunca.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oi Léo! Tudo bem?
    Adorei seu post, além de super criativa, inclui uma verdade! Mas percebo que alguns autores, principalmente iniciantes, veem um glamour na literatura que até esquecem quem são.
    Bjo e sucesso para vc!

    • Oi, Sophia. Esse assunto é complexo mesmo. Já cheguei a pautar algumas vezes e foi até polêmico. Um escritor pra vender bem precisa se tornar conhecido. Mas será que ele realmente está disposto a isso?
      Beijos,
      Leo Vieira

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