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Leo Vieira: Comparando e Mesclando Romance Comum com Literatura Fantástica

Muito cuidado na hora de descrever os personagens fantásticos. O escritor deve sempre fazer com que o leitor seja cúmplice das emoções dos personagens e nunca do narrador. Descrever um fantasma é um balde de água fria no clímax da leitura. É muito mais emocionante o leitor deduzir um fantasma através da emoção do personagem. O autor deve esculpir os personagens e ilustrar as cenas com as palavras.
Lembre-se que em seus livros, Monteiro Lobato nunca descreveu que a Cuca era uma jacaré-fêmea; apenas que ela era uma bruxa que se parecia com um jacaré. Já as crianças do livro achavam que era uma jacaré-fêmea que se parecia com uma bruxa.
Outro exemplo está na série Crepúsculo, de Stephenie Meyer. Por estar narrado em primeira pessoa, e a obra toda ser sob a perspectiva da donzela, a obra consegue dosar muito bem da surrealidade. Em muitos momentos, dá a entender que Bella está vivendo em um longo sonho (ou pesadelo).
A história é original? É claro que não! É somente mais uma história de amor dividido. A Donzela indecisa sobre o Playboy e o Plebeu.
Talvez até seria a excentricidade da família de Edward que fizesse pensar que todos eles fossem vampiros, assim como o vigor atlético de Jacob em seu estilo rústico na vida do campo, que o faça pensar que ele seja um lobisomem e pertença a uma matilha.
Viajou com essa refutação? Então; é assim que você deve fazer para conduzir seus leitores nas viagens literárias.

Nunca se esqueça que se você inserir uma criatura bizarra do nada na história, você terá que se esforçar e contar sem pressa como aquele bicho foi para ali. E mais; a criatura precisa ter um motivo para estar naquela história. Cuidado com a poluição literária. Literatura Fantástica NÃO é Literatura Ilógica.

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Leo Vieira

Sou ESCRITOR (romances, contos, crônicas, composições musicais e roteiros [com filiações e reconhecimentos acadêmicos]), ATOR (teatro e dublagem [tenho DRT]), ILUSTRADOR (personagens próprios, quadrinhos independentes e desenho animado) e PRODUTOR CULTURAL (feiras literárias). Minha formação é teológica; atualmente estou estudando Letras, Jornalismo, Cinema e Marketing.

33 Comentários em “Leo Vieira: Comparando e Mesclando Romance Comum com Literatura Fantástica

  • Literatura fantástica e romance combinam bem. Outro exemplo que eu li recentemente foi Dias Infinitos, que tem a mesma pegada de Crepúsculo.

    • Muito bom, Débora. Com o tempo você vai identificar de longe e poder aprofundar no conteúdo tão bem quanto o próprio autor, explorando cenários e emoções de uma forma nunca antes imaginado.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oi. Mais uma dica muito boa. Fantasia é um gênero que me atrai bastante, e uma coisa que prezo é o autor saber convencer o leitor de que aquilo é real e que o leitor vá querer viver aquilo. Imagino como deve ser esse processo de escrita.

    Beijos
    Lovesbooksandcupcakes.blogspot.com

  • Oi Leo, tudo bem?
    Acho muito generoso da sua parte compartilhar essa dica. Eu sou fã de fantasia e acho que é justamente o gênero que nos faz viajar, então, não há limites. Eu sempre sonhei em voar em um dragão, por exemplo, risos… O autor apenas precisa acreditar em seu personagem, para que eu acredite nele também, embora ele não exista na realidade, por isso concordo quando diz que o autor tem que tomar cuidado com a apresentação e descrição dele.
    beijinhos.
    cila.

    • Obrigado, Cila!
      O leitor precisa abrir as asas da imaginação junto com as páginas do livro. O autor tem a capacidade de expressar o que sente e isso é captado pelo leitor. É algo que só se consegue com a prática.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oiii!
    Gostei bastante da dica literária. Concordo plenamente com o que foi dito, dar um certo mistério antes de dizer o que o personagem está vendo da uma certo mistério, mesmo que por pouco tempo.
    beijos

    • Isso mesmo, Cris. Escrever é um grande desafio para todos. O leitor precisa ser cúmplice desta emoção.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oii!

    Mais uma excelente dica, como sempre 🙂

    Beijos!

  • Olá Leo, adorei seu ponto de vista…a gente quando lê enxerga coisas que nem sempre foi o que o autor pensou no momento o qual escrevia sua obra.

    Isso é uma das coisas que mais gosto na literatura, a capacidade de criar e viajar com nossa imaginação.

    Abraços

  • OOi!
    Estou gostando bastante desses posts. Dicas ótimas!
    Amooo fantasia; e concordo principalmente com esse final, literatura fantástica não é ilógica.

  • Me desagrada encontrar algum detalhe que fuja ao que o livro apresenta. E é verdade que nem sempre nos damos conta disso. Gostei do post e guardei a dica!

  • Oi Léo
    Estou adorando seus posts, sem contar esses quadrinhos que estão muito bons hahaha
    Abr

    http://blog-myselfhere.blogspot.com.br/

  • OI!!!
    Quase não leio fantasia, e como não sou muito apegada a detalhes, confesso que nunca tinha parado para pensar no assunto hehe
    Adorei a dica, e com certeza é um dica que será muito útil para escritores iniciantes.

    Beijos!
    http://www.aculpaedosleitores.com

  • Morgana Brunner
    11 meses ago

    Oiii Leo, tudo bem?
    Estou adorando essa suas dicas e achei bem interessante essa sua ligação que fizestes.
    Beijinhos

  • Olá Leo!
    Amei seu post.
    Eu nunca tinha olhado desse ponto de vista.
    Adorei suas dicas para quem está começando a entrar no mundo da escrita.
    bjs!
    http://www.blogparadaliteraria.blogspot.com.br/

  • Oi Leo, eu adoro essas dicas. Acho importante para quem está começando a escrever. Como não pretendo, se um dia eu for, escrever fantasia, pois não é o tipo de leitura que costumo fazer, mas adorei os exemplos que você trouxe, pois realmente, ninguém merecer ter um personagem que não se encaixa na história. Bjs

    • Que bom que gostou, Gleyse. Não se deve deixar um personagem desnecessário na trama. Muito menos quando ele é incoerente com o enredo.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • taí algo que nunca tinha parado pra pensar a respeito… hehehe
    mas você me fez ficar mais atenta a partir daqui com esse tipo de gênero literário…
    realmente é meio chato encontrar um elemento fantástico no enredo que não tenha explicação alguma… não é preciso lógica pra tal elemento existir, mas que deva ter um background bacana que explique sua aparição na trama…
    bjs…

  • Oi Léo! Tudo bem?
    Adorei seu texto. Olha que não sou muito fã de literatura fantástica, mas agora acho que descobri o porque. Acho que li livros muito ruins de literatura fantástica para não gostar do gênero. Acompanho alguns autores pelo wattpad e tenho certeza que esse texto faria toda diferença na composição de suas obras.
    Parabéns pelo post! Adorei!
    Bj

  • OI Leo!!
    Gostei bastante da sua dica sobre como o escritor deveria esculpir os personagens, mas tem muito livro por ai que soca o personagem do nada e só depois vai explicando qual o motivo dele estar ali e não acho que seja ruim, também!
    Beijos!

    • Oi, Lu. Existe muitas formas de apresentar um personagem e um enredo. Tudo depende da criatividade e versatilidade do autor. Toda estratégia é bem vinda.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oi Leo, tudo bem? Muito legal o seu post. Confesso que sou fanática pela saga Crepúsculo e nunca tinha olhado por esse ponto de vista. Vou ficar mais atenta as minhas próximas leituras. Bjss
    http://www.facesemlivros.com/

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