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Leo Vieira: Cuidado com Certas Gafes Editoriais

Cuidado com Certas Gafes Editoriais

A diferença de uma editora tradicional para uma editora por demanda é abismal. Por isso, o autor deve ser polido nos comentários sobre a sua obra para não cometer uma gafe gritante.
Exemplos:
– Dizer que o seu livro foi selecionado (editora por demanda aprova qualquer livro);
– Mostrar foto assinando um contrato “editorial” (o que você assinou foi um contrato de prestação de serviços);
– Dizer que seu livro será vendido nas livrarias (livrarias vendem livros consignados. Você acha que editora por demanda vai investir no lote que te fez pagar?) ;
– Dizer que seu livro será distribuído para livrarias de outros Estados (mesmo motivo acima. Distribuidora pede lotes de milhares de livros. Será que a editora por demanda vai pagar?);
– Dizer que seu livro será traduzido para outros idiomas (alguém
já viu editora por demanda investir nisso?);
É claro que é um motivo de muita alegria um escritor terminar o livro e apresentá-lo pronto, mas tenha atenção para uma atitude soar como soberba, desnecessária e (neste caso) equivocada.

Você Fechou Contrato Editorial??
Você escritor postou uma foto assinando um contrato com a
legenda de que fechou contrato com uma editora. É um contrato
editorial??
Se é, parabéns! Significa que a sua obra foi selecionada,
avaliada e aprovada, pela sua qualidade literária e/ou bom apelo
comercial. Significa também que a editora vai investir na
produção e marketing do livro, além da distribuição de livrarias,
acompanhar o ciclo de divulgação e prestar conta das vendas,
fazendo-lhe os devidos repasses de direitos autorais.
Só que na verdade, a editora que você fechou contrato é uma
editora por demanda.
Neste caso, significa que a sua obra foi selecionada como
qualquer outra. Significa também que você irá pagar pela
produção e impressão do lote. Editora por demanda não possui
departamento de marketing (divulgação somente nas redes
sociais) nem de vendas (somente pelo site). Dificilmente prestam
contas das vendas e raramente pagam em dinheiro, convertendo
como desconto para compra de novos livros.
Mas isso não é pejorativo. Os serviços de editora por demanda são perfeitos para quem está começando a trilhar no mercado literário. Porém, uma vez sabendo da diferença de cada uma, não é mais preciso omitir informação quando anunciar o seu próximo livro.

Fuja do amadorismo (registre seus textos e artes)
Se você é escritor e tem muitos textos, poemas e livros inteiros, registre o material, mesmo que você não pretenda expor na internet. Se suas produções são desenhos e quadrinhos, faça o mesmo. Reúna o material e registre conforme a categoria (desenho, personagem ou história em quadrinhos). O material pode ficar impresso em um fichário ou então acessível em um blog ou site próprio. A quantidade de registros, assim como a organização lhe dará uma boa impressão de organização e compromisso com o trabalho autoral.

Leo Vieira

Sou ESCRITOR (romances, contos, crônicas, composições musicais e roteiros [com filiações e reconhecimentos acadêmicos]), ATOR (teatro e dublagem [tenho DRT]), ILUSTRADOR (personagens próprios, quadrinhos independentes e desenho animado) e PRODUTOR CULTURAL (feiras literárias). Minha formação é teológica; atualmente estou estudando Letras, Jornalismo, Cinema e Marketing.

18 Comentários em “Leo Vieira: Cuidado com Certas Gafes Editoriais

  • Kamila Villarreal
    2 semanas ago

    Olá!

    Primeiro que acho uma coisa meio blasé tirar foto assinando o contrato… segundo, seu texto ficou bom porque explicou de maneira simples o que é uma editora sob demanda. Parabéns por abrir os olhos de muita gente.

    • Obrigado, Kamila. Se estiver mostrando um contrato da editora Record, Rocco, Sextante, eu parabenizo o autor. Agora se é uma editora por demanda, é o mesmo que alguém mostrar crediário das Casas Bahia. É uma conquista, porém uma publicação desnecessária.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Diana Canaverde
    2 semanas ago

    Oi Leo, tudo bem??
    Nossa que postagem maravilhosa… gostei demais. Achei bem interessante abordar essa diferença, uma vez que confesso que eu não sabia de nada disso, e essa postagem prova o quanto tenho que aprender e pesquisar. Adorei. Xero!

  • Olá! Parabéns pelo post! Gostei demais das observações que você fez. Infelizmente, a falta de conhecimento fazem muitos autores cometerem algumas falhas. O mercado editorial tem muitas armadilhas e temos que conhecer o terreno que estamos nos metendo, abraços!

  • Olá! Ótimas dicas!
    Esses dicas uma autora estava comentando sobre isso no grupo do wpp. Foi o que aconteceu com ela. 🙁
    Bem, temos sempre que ficarmos atentos, para não acontecer isso.
    Parabéns pelo texto!

  • Boa noite
    Infelizmente já vi acontecer, seu texto traz boas dicas pra escritores iniciantes não caírem nesses erros, pode ajudar muita gente boa iniciando no mercado, parabéns!!!

  • Olá Leo,
    Quando comecei a ler sua postagem fiquei: Já vi essa história em algum lugar e, de fato, eu vi. Existem muitas editoras fazendo esse tipo de publicação e muitos autores “caindo” nelas. Infelizmente, no Brasil, não temo valorização do nacional e isso é uma pena porque temos muuitas coisas boas por aí.
    Vou repassar seu texto.
    Beijos

    • Oi, Bruna! Eu também me deixei levar pela ingenuidade, já me considerando um “premiado escritor selecionado” até aprender a sossegar. Hoje eu sou o meu próprio editor e faço autopoliciamento constante para não tropeçar no ego.
      Beijos,
      Leo Vieira

  • Oie,

    Adorei seu texto… gafes, quem nunca…
    O bom é que tem pessoas como você pra dar dicas pra que elas sejam evitadas.
    Parabéns!

    Beijokas!

  • Olá!
    Esse seu texto me fez lembrar de um vídeo produzido por um dos donos da Editora DarkSide, no qual ele fala que o livro é um produto e vai ser vendido como tal. A gente sabe que isso é triste, quando se escreve uma obra, ela faz faz parte de nós, porém, é ingenuidade pensar que os outros também a verão assim, enfim, o texto foi muito elucidativo, já sabia que editoras por demanda tinham esse contrato e prestação de servições, mas não imaginava que os autores fossem tão iludidos e não soubessem diferenciar.

  • Olá!
    Não critico quem escolhe publicação por demanda, vai da opção de cada um, mas não estou interessado. Para as editoras por demanda é um baita negócio porque elas só ganham, para o autor é só gasto e nenhum ganho. Tô fora!
    Abraços!

    • Oi, Joe! O serviço por demanda é ótimo (principalmente para leigos). Eu mesmo comecei com publicação por demanda. A crítica é pra quem fecha um serviço já se achando um escritor patrocinado. Tremenda ingenuidade.
      Abraços,
      Leo Vieira

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