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[ Resenha ] Axolotle Atropelado – Helene Hegemann

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570588
Ano: 2011
Páginas: 208
Tradutor: André Delmonte

Vidas terríveis são a maior das felicidades”, desabafa Mifti em seu diário. Aos dezesseis anos, ela assumiu sua condição de “garota-problema” participante da cena underground de Berlim, onde mora desde a morte da mãe. A narrativa de suas experiências, radicalmente influenciadas pelo uso de drogas diversas, faz o leitor mergulhar em uma sequência de acontecimentos paradoxais e incomuns.Mift é a protagonista de Axolotle atropelado, romance de estreia da alemã Helene Hegemann que, aos 17 anos, conquistou a crítica literária e se transformou em fenômeno editorial no país. Pertencente a uma família disfuncional, com seus meios-irmãos ricos e negligentes e o pai egoísta, Mifti luta para dar sentido a sua vida. Em seu diário, alucinações e realidade se mesclam na descrição de sua rotina, pontuada por experiências de sadomasoquismo, autodestruição e abuso de drogas ­- entre álcool, heroína e ecstasy. Ela, que anseia por liberdade e pela fuga das convenções sociais, tece críticas à família e à sociedade alemãs e discursa sobre filmes, música e filosofia.
Em sua busca por uma parceria e por uma compreensão incondicional, Mifti adota um mascote exótico e surpreendente: o axolotle – uma espécie de salamandra mexicana que permanece em estado larvário, sem se desenvolver.

A narrativa desse livro realmente nos leva a acontecimentos que na verdade só existe na mente de Mifti, que filosofa sobre tudo, embora em contexto confuso as divagações são bem inteligentes. Mas fico confusa, inteligência de quem?
Nesse livro você não terá uma história, só simples relatos que não levam a nada e a lugar nenhum. A não ser na grande “merda” que é como ela enxerga a sociedade e na qual ela  está mergulhada até o pescoço.
A autora copiou e colou várias citações de blogs e de músicas e pelo que li das referências no final do livro, até os diálogos que ela troca por e-mails com uma amiga são copiados de correspondências particulares e outras várias fontes e muito provavelmente existem outras, a Editora pede que se houver direitos autorais que ainda não foram reconhecidos que por gentileza entre em contato. (riso irônico)
Em uma entrevista quando perguntaram para a autora sobre o plágio ela disse que isso é autenticidade, ela não vê como cópia. Bem de qualquer forma não gostei do livro, me antipatizei com a escritora que na minha opinião é uma garota arrogante.
Eu li no Up Brasil a única resenha positiva que eu achei sobre Axolotle na qual  a blogueira compara os textos do livro com Baudalaire  e sou obrigada a concordar que lembra mesmo. 
Talvez eu tenha me deixando levar pela antipatia ou pela minha falta de ” intelectualidade” claro que levando muito em consideração a frase de Osho em  “Intelectualidade não é inteligência”  rs
Quanto a história o que eu consegui perceber que o sofrimento da Mifti é muito grande e que talvez por causa disso anestesia seu cérebro com grandes quantidades de drogas e através de seus relatos confusos, incoerentes e nada eloquentes percebe-se que ela tem uma inteligência acima da média e traumas de infância, talvez um estupro aos seis anos de idade e a morte de sua mãe bêbada, drogada que a ama, que a odeia. Tem um trecho que me senti quase próxima da personagem.

” Estou chorando no quarto de minha mãe, e duas caixas de porcelana com meus dentes de leite e alegações infundadas me são jogadas na cara. Ela diz que vai morrer. Ela disseca a minha fossa poplítea com uma lâmina  avulsa de estilete. Ela corta meus tendões usando pouca força, ela corta tudo o que mais remotamente me pertence, ela ateia fogo às minhas feridas abertas com um acendedor elétrico de fogão que tem uma propaganda de filme de PVC impressa e uma trava de segurança para crianças. Ela diz que sou a melhor coisa que já lhe aconteceu, ELA DIZ QUE SOU A MELHOR COISA QUE JÁ LHE ACONTECEU” Pag 71

Tenso né? Confesso que me emocionei e pensei agora descubro qual é a dessa menina. Nada! O livro continua assim sem coerência com frases pseudo inteligentes até o final. E “pseudo” é o que ela mais usa em suas divagações.

Enfim está aqui um livro que não indico, se o acaso levar este às suas mãos leia ou não. De repente até eu faça um dia quem sabe uma segunda leitura e entenda essa brisa toda.

O Ambystoma mexicanum, conhecido popularmente como axolote ou axolotle (do náuatle axolotl) é uma espécie de salamandra que não se desenvolve na fase de larva. É um exemplo de animal neoténico, pois conserva durante toda a vida brânquias externas, uma característica do estado larval. Os axolotes são muito usados em laboratório devido à sua capacidade de regeneração1 2 (o animal pode se regenerar tanto que no caso de perder um membro ou sua cauda, consegue criar um completamente novo).Wikipédia

Marcia Lopes

Paulistana, bookaholic. Louca por livros de terror,Thriller psicológico, policial, jurídico... Mas não dispensa um bom romance. Também apaixonada por filmes e séries.

13 Comentários em “[ Resenha ] Axolotle Atropelado – Helene Hegemann

  • Nossa, que história confusa.. Está ai um livro que se caísse nas minhas mãos eu ficaria em dúvida se leria ou não…

    http://madminds.weebly.com/

  • Em muitos livros ou obras envolvendo relatos de drogas, querem fazer as coisas tão fragmentadas, e nós, pobres mortais, ficamos viajando na viagem deles. rsr Que ideia doida dessa autora. Difícil entender como ela conquistou a crítica literária e se transformou num sucesso editorial em seu país.

    atraentemente.blogspot.com

  • Eu ouvi pela primeira vez sobre esse livro no ano passado. Uma amiga minha comprou o livro na Bienal de SP por 2 reais, quando eu fui procurar estava por 50 reais. Mas fiquei louca pra ler. De uma maneira estranha, me identifiquei com a personagem em vários momentos e sempre que escuto coisas horríveis sobre esse livro fico com mais vontade de ler. Adoro temas polêmicos.

    • Olá Dinha.
      Confuso demais pra minha cabeça rs
      Na verdade a narrativa e bem como deve ser o diário de um drogado, são fragmentos do que ela lembra misturados com que ela sente e percebe e devido seu estado sempre inconsciente por drogas,não dá pra saber se real. Mas o que me incomodou muito é que todos esses fragmentos ela retirou de trechos de conversas, posts em blogs,livros, cartas e etc, a originalidade na obra talvez, se dê pela ideia de escrever um livro juntando pedaços do que lê por aí.
      Bjs e obrigada pela visita!

  • Eu comprei esse livro na Bienal do Livro aqui em São Paulo e ainda não li.
    Bem, pelas resenhas que li me parece que esse livro será bem chato, rs.

    Adorei sua resenha, Marcia,

    beijos,

    Juliana Rodrigues,
    http://ser-escritora.blogspot.com.br/

  • Marciaaaaaaaa
    Estou aqui de olhos arregalados de verdade, que doido isso. Pela sua resenha nunca vou ler este livro e pela frase também. Meu Cristo "ELA DIZ QUE SOU A MELHOR COISA QUE JÁ LHE ACONTECEU". Deu muito medo disso. Como pode fazer uma coisa dessas.

    Beijokas! e parabéns pela sinceridade, creio que temos que falar a verdade sobre os livros que lemos.

  • Oi Márcia;
    Nossa o livro não parece ser muito bom, né? rs
    Acho que vou preferir não ler então. Já tive ums séria decepção e não quero outra. rs

    Beijoss

    Jaque – Meus livros, meu mundo.

  • Sinceramente não perderei tempo lendo esse livro, só comprei por que estava 8 reais na Bienal do Livro, mas desde o lançamento sempre achei a estória confusa de mais, agora então depois da sua resenha Marcia, que alias esta muito boa, nem vou ler. E Plagio? Fala sério né? Autenticidade o Ca#$*@! rs

  • Nunca tinha visto falar desse livro. Me chamou a atenção pelo nome incomum… bom, não me parece ser o tipo de leitura que eu gostaria de qualquer maneira… de confusa já basta eu, hehehe! É bom ler resenhas e opiniões sobre livros, assim fica mais fácil selecionar as futuras leituras (esta já não está incluída na minha lista…rsrs).

  • Xiiii…. Já não gostei ao ler a palavra plágio…
    Isso não me traz boas lembranças, e nem acho essa pratica "normal". Gosto do lado filosófico, desde que seja o Mundo de Sofia, fora isso… Prefiro a lembraça de um professor super charmoso que tive na facul, já é suficiente para minha cota filosófica…rs…

    Se eu ganhar… lerei…
    Senão…
    Parabéns pela resenha.

    Lu Franzin

  • Já ouvi falar um bocado desse livro. Não imaginei que fosse de tamanha filosofia. Gosto de livros filosóficos. Sou super a favor de livros que tratem de psicológicos de jovens.
    O plágio nem me incomoda tanto; acredito que toda arte é um tipo de plágio. Mas senti vontade de ler.
    Adorei a resenha amiga!!

    bjus

    Carol
    Irreparável

  • Ainda não tinha ouvido falar desse livro, mas não gostei nem mesmo do título. Parece bem esquisito srsrrsrsr

    Bjs

  • Nossa, é como se pegássemos vários trechos e coisas do gênero e jogássemos em um livro, cheio de enxertos esparsos e sem nexo algum =S

    Muito esquisitão este livro rsrs

    =) Beijos,
    Mari Ferreira,
    EquipeWoW Books

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