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{Resenha} Memórias de Um Amigo Imaginário – Matthew Dicks

Edição: 1
Editora: iD
ISBN: 9788516080488
Ano: 2012
Páginas: 432
Tradutor: Silvia Cobelo

Sinopse:
Enquanto Max acreditar em mim, eu existo. Posso precisar da imaginação do Max para existir, mas tenho os meus pensamentos, as minhas ideias e a minha vida, tudo isso separado dele. Max não gosta de gente da mesma forma que as outras crianças gostam. Ele gosta das pessoas, mas bem de longe. Quanto mais afastado alguém ficar de Max, mais ele vai gostar dessa pessoa.
“Nós dois não gostamos da Sra. Patterson, mas ultimamente ela e Max estão estranhamente próximos. Isso não é normal, muito menos para alguém como o meu amigo. Ele corre perigo, tenho certeza…”
Uma história apaixonante e dramática sobre amor, lealdade e sobre o poder da imaginação. Perfeita para qualquer um que já tenha tido um grande amigo – real ou não….

Você nunca leu um livro como esse antes, palavras de Jodi Picoult, grande romancista norte-americana sobre o livro, e eu não poderia discordar de forma nenhuma, de fato, nunca me deparei com um romance nem remotamente parecido…

Isto é o que eu sei:
Meu nome é Budo.
Faz cinco anos que eu existo.
Cinco anos é muito tempo para alguém como eu existir.
Max colocou esse nome em mim.
Os pais de Max me chamam de ‘amigo imaginário’.
Eu adoro a professora de Max, a senhora Gosk.
Eu não gosto da outra professora de Max, a senhora Petterson.
Eu não sou imaginário” (Pag. 9).

Max é um menino de nove anos com alguns problemas. Ele tem problemas para conhecer outras crianças. Problemas para se socializar com os colegas de escola. Sérios problemas com escolhas. E o principal problema: crescer.
Max compreende o mundo ao seu redor de forma diferente de qualquer outra pessoa, ele não entende sarcasmo, por exemplo; coisas como jogos de palavras, trocadilhos e adivinhações não fazem sentido para ele porque dizem uma coisa, mas significam outra. Às vezes parece que ele vive em mundo só dele, nesse mundo as regras não podem ser quebradas, toda noite ele joga meia hora de vídeo game (nem um minuto a mais, nem a menos) e vai dormir 9 horas. Se passar disso o mundo dele fica ‘quebrado’ e ele fica ‘empacado’, como que preso em seu próprio mundo por dentro. Ele também não gosta de pessoas, na verdade até gosta, mas só de longe. Ninguém o entende, nem mesmo seus pais, que vivem em constantes brigas por sua causa (sua mãe queria consulta-lo no psicólogo, já o pai acha um grande exagero, acredita que ele tem desenvolvimento tardio). Max não gosta que as pessoas o toquem, nem mesmo seus pais, isso o deixa ‘empacado’. Max só te um amigo, Budo e ele é imaginário.

Budo nasceu quando Max tinha quatro anos e desde então são grandes amigos. Ele é realmente uma anomalia no mundo dos amigos imaginários, pois têm cinco anos, nenhum amigo imaginário já viveu tanto (pelo menos os que ele conheceu) e ele também é muito parecido com um humano de verdade, tirando o fato de não ter orelhas. Max imaginou Budo um pouco parecido com ele mesmo e mais velho, quase um adolescente. Budo não dorme e atravessa portas, Max imaginou assim e assim foi feito. Budo esta em todos os lugares com Max e o ajuda em diversas tarefas do cotidiano como fazer uma escolha (todas as escolhas são difíceis para ele, mesmo as mais fáceis) e quando ele precisa fazer cocô na escola, pois ele não consegue usar se tiver alguém no banheiro, então Budo fica de tocai do lado de fora e se alguém chegar perto ele avisa.

Budo gosta de sair de noite, ele sempre visita o hospital, ou o posto de gasolina depois que Max dorme, às vezes assiste TV com os pais de Max. Essa convivência com o mundo o faz não mais inteligente, mas entender os adultos e o mundo ao seu redor melhor que Max.
Até que um dia Max começa a agir de forma estranha (mais que o habitual) e entre uma troca de aula ele pede para que Budo não o siga. Preocupado, o amigo o segue as escondidas e o vê indo para o estacionamento. Assim, por livre e espontânea vontade, Max entra no carro de uma professora.
E não volta.

A escola vira uma completa bagunça, com policias por todo lado e milhares de hipóteses são levantadas sobre o que possa ter acontecido com Max, e Budo é o único que sabe quem era o professor.
Budo é a única esperança de Max. O único que pode salva-lo, e assim salvar a si mesmo, afinal de contas, se alguma coisa acontecer com Max, ele certamente vai desaparecer. Ele não consegue se comunicar com nenhuma outra pessoa além de Max e outros amigos imaginários, então como ele vai salvar Max?

Memórias de um amigo imaginário é diferente de tudo que eu já li, quero dizer a ‘mitologia’. Nunca li nada sobre amigos imaginários e piorou uma estória em que o mesmo é o personagem principal, adorei a ideia. E eu sempre adoro livros em que o personagem principal é criança, apesar de ver muitas coisas saindo de noite e ‘conhecendo’ outros adultos além dos pais de Max, Budo tem uma visão muito inocente, isso é uma das coisas que mais me agradou no livro. Ah, também gostei de Budo ter uma espécie de ‘crise existencial’ em algumas partes do livro. Um ponto negativo é que o autor se repete muito, o que em certo ponto, deixa a leitura um pouco maçante, mas com certeza vale a pena ser lida. Eu gostei muito, principalmente do final. Dei 4 estrelas no Skoob.

 

Marcia Lopes

Paulistana, bookaholic. Louca por livros de terror,Thriller psicológico, policial, jurídico... Mas não dispensa um bom romance. Também apaixonada por filmes e séries.

3 Comentários em “{Resenha} Memórias de Um Amigo Imaginário – Matthew Dicks

  • Olá Márcia,

    Sou a tradutora do livro e fiquei muito feliz que você gostou. Eu curti muito fazer essa tradução, a história é bem original e eu tive um amigo imaginário quando pequena… Entendi a crítica da repetição, eu também fiquei incomodada, mas talvez o autor tenha tentado emular uma voz mais infantil, sei lá. Bem, um abraço e continue escrevendo, gostei do seu blog!

  • Legal!!!
    Lembrei da minha amiga imaginária Kare Hellen, é eu tinha uma amiga imaginaria mais ou menos assim kkkkkk

    Bjs
    Jéssica

    • rs oh Jess eu acho que nunca tive um amigo imaginário!
      Bjs, quando eu terminar de organizar a bagunça aqui, dou uma passadinha no Lilian! 🙂

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