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Resenha – Não Conte para a Mamãe – Toni Maguire


Encontrei esse livro enquanto passeava pela internet e nem precisei ler a sinopse pra entender do que se tratava. Não foi uma leitura legal nem fácil e porque ler?
As vezes faz bem um choque de realidade principalmente porque não é uma realidade tão longe do nosso cotidiano e por isso mesmo foi bom ter lido para não deixar cair na banalidade. São tantas histórias que ouvimos ou que ficamos sabendo até em forma de boato e/ou fofoca que esquecemos da vítima por trás disso tudo.

SINOPSE: A frase que dá título ao livro de Toni Maguire, Não conte para a mamãe, poderia ser uma pacto ingênuo entre dois irmãos ou uma brincadeira entre crianças. Infelizmente, não é o caso. Na verdade, é a ameaça sofrida pela autora durante os quase dez anos em que foi violentada pelo próprio pai.
Quando aconteceu pela primeira vez, a pequena e inocente Antoniette tinha apenas seis anos. Apesar da tenra idade, tudo ficou gravado em sua memória, o tempo nada dissipou: os detalhes, os sentimentos, a dor. Foi a primeira de muitas, incontáveis vezes. Não conte para a mamãe, de Toni Maguire, desvela a comovente história de uma infância idílica que mascarava uma terrível verdade.

O livro foi escrito em 2016 e impresso pela Bertrand do Brasil em 2012, mas a história se passa nos anos 50 então nos deparamos aqui com o preconceito e machismo mais acentuado, mas que infelizmente ainda acontece nos dias de hoje. Então preparem -se para ficarem revoltados, indignados ! E vale lembrar que é um livro autobiográfico, Toni Maguire narra neste livro de forma visceral os dez anos que sofreu de abuso sexual cometido por seu próprio pai.

Era Antoniette e a mãe até os os seus seis anos de idade, a mãe a amava e ela sentia verdadeira adoração por ela, mas tudo mudou com a chegada do pai que antes servia o exército, com ele vieram as mudanças, no começo até parecia legal e que iam ser felizes na Irlanda morar perto dos avós paternos. Mas não foi assim que aconteceu.

A primeira vez que o pai a molestou ela tinha seis anos e pediu a ela que não contasse para mamãe , mas ela contou! Tinha certeza que a mãe a protegeria, mas a mãe tinha verdadeira adoração pelo pai não fez nada e até passou a tratá-la diferente e com desprezo.

Depois disso começaram os fins de semana com o papai onde as cenas de estupro acontecia. Até o dia que ela engravidou, o pai fora preso, mas se vocês pensam que a vida dela melhorou estão redondamente enganados ficou bem pior se é que possível!

Sintam o impacto dessa indagação:

Antoinette, alguma vez sentiste prazer com as solicitações de seu pai?

pergunta constante em todas a sessões com o psiquiatra.  Querendo tirá-la da posição de vítima para a causadora do ato do pai.

Uma das coisas que fizeram ela surtar e parar em uma clínica psiquiátrica foi justamente perguntas como essa… Bem mais tarde ela reconstruiu sua vida escondendo lá no íntimo a pequena Antoniette dando lugar a uma nova pessoa. Toni.

E agora com sua mãe em estado terminal ela espera um pedido de perdão ou qualquer coisa que valha e na vigília dos últimos dias com a mãe enquanto espera em uma poltrona de hospital , Antoniette sai do seu cantinho e nos relata essa triste história.

Vocês conheciam esse livro?

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Marcia Lopes

Paulistana, bookaholic. Louca por livros de terror,Thriller psicológico, policial, jurídico... Mas não dispensa um bom romance. Também apaixonada por filmes e séries.

19 Comentários em “Resenha – Não Conte para a Mamãe – Toni Maguire

  • Isso acontece muito no Brasil, pior que tem mulher que fica do lado do marido porque tem uma fantasia diabolica de incesto. Mas confesso que acho uma mentira mulheres dizerem que ficam chocadas se voce assim, elas nao leriam 50 tons de cinza que bateu recordes entre as mulheres, e tambem eh um livro porno.

    • Oi Everaldo, obrigada pela visista e comentário.
      Eu só não entedi o que vc quis dizer, pois, “Não conte para mamãe” é a história real da autora que por anos foi estuprada pelo pai e quando tudo veio a tona sofreu preconceito e discriminação isso na década de 50 (que não mudou muito hoje) não é de forma nenhuma um livro pornográfico e nunca poderia se comparar com 50 tons de cinza ( nem tem sentido) .
      As pessoas ficam chocadas ao lerem por saberem que quem devia proteger contra esse tipo de sofrimento é na verdade o que causa. Não deveria NUNCA ser assim!

      Um abraço.

  • Oi Márcia, sua linda, tudo bem?
    Estou chocada!!!!! Mas não me surpreendo. Já ouvi vários relatos de que nesses casos, a mãe não defende sua filha e fica contra ela. Não tenho palavras para descrever um senhor humano como esse, tanto o que comete o abuso, quando aquele que acoberta e trata a vítima como culpado. Que psiquiatra foi esse??? Eu só não leio o livro, pois sou muito sensível, acho que é forte demais para mim. Sua resenha ficou ótima!!!
    beijinhos.
    cila

  • Olá. Acho que já tinha visto esse livro, mas só conheci sobre a narrativa agora. Eu preciso de um certo tempo de preparo para ler uma obra como esta. Geralmente eu gosto muito de livros com essa temática, mas sempre fico revoltada e chocada com as coisas que leio. Vou anotar o nome do livro e assim que estiver preparada, vou procurar o livro para comprar.

  • Rayanni Kellsin
    3 meses ago

    Olá, tudo bem?
    Não conhecia a obra, e a mesma despertou muito o meu interesse, anotei a dica e espero ler em breve.
    Um beijo.

  • Que horror! Livros assim nos ensinam a ver casos parecidos e tentar ajudar. Nunca culpar a vítima!!! ainda mais uma criança que nem entende o que ocorre! Eu imagino a dor que deve ter sentido no ato e ao ouvir as perguntas. Vou te recomendar “Garota Oculta”, de Shyima Hall, tb autobiográfico, mas sobre escravidão ilegal. Até!

  • Kamila Villarreal
    3 meses ago

    Olá!

    Com certeza é um livro que não lerei. Não por ser ruim, mas por ser visceral, justamente o tipo de leitura que não suportaria. Não consigo imaginar um abuso por um dia, imagine suportar isso por uma década inteira – e ainda levar a culpa por isso!? Aliás, já tinha visto a capa, mas não sabia do que se tratava.

  • Nossa que livro com o tema pesado em. que pena que eu já fiquei da autora, e ter coragem de escrever sobre isso ainda. Fico pensando como pode um pai ter coragem de molestar a filha, e como pode a sociedade AINDA culpar a vítima. Não conhecia o livro e não sei mesmo se leria.
    Beijuh

    • Realmente Renata o assunto não é fácil e se vc não estiver na vibe vai sofrer além, mas eu meio que me vi na Toni assim como sei que tem outras tantas por aí, acredito que pra quem já passou por isso é uma forma de não se sentir sozinha sabe? Bjs

  • Não tenho nenhum estômago para histórias de crianças sendo violentadas, quando o próprio pai faz isso então, não consigo aguentar nem saber que algo assim realmente aconteceu. E que mãe é essa, que toma conhecimento de uma monstruosidade dessas acontecendo com uma garotinha e se omite… Não faz nada contra o cretino… Enfim, não é pra mim, passo a dica mesmo.

  • Oi Marcia,
    Esse livro está na lista de desejados há um tempo, mas ainda não tive oportunidade de ler. Adorei, por óbvio, conhecer suas impressões e acho que é exatamente isso que você diz: As vezes precisamos de um choque de realidade.
    Acho que você poderá curtir a leitura de “A Resposta” não tem um tema parecido, mas é um tapa na cara com relação ao racismo.
    Beijos

  • Alice Martins
    3 meses ago

    Oi Marcia, tudo bem?

    Eu não conhecia este livro, mas terminei de ler a sua resenha aos prantos. Imaginar que existam seres humanos tão cruéis como este “pai” é doloroso para qualquer pessoa. Para mim, não posso considerar essa pessoa nem como humana. A menina deve ter sofrido muito durante todods os anos que foi molestada e o pior é ver que a sociedade teima em querer colocar a culpa na vítima, a culpa em quem apenas queria cuidados. Passei por uma situação semelhante e sei como isto pode devastar uma pessoa, espero poder ler em breve este relato tão marcante e doloroso! Parabéns e Obrigada por me apresentar esta obra!

    Beijos!

    • Oi Alice! Sinto de verdade por vc ter passado por algo semelhante, eu tbm tenho uma história e ninguém gosta de ler coisas tristes, mas para mim o fato da Toni contar sua estória, (a superação se é que é possível) conforta, ameniza a solidão do sofrimento para quem passou e abre os olhos de quem está passando direta ou indiretamente por algo assim.
      Bjs e obrigada pela visita!

  • Olá! Não conhecia o livro e só sua resenha já me deixou revoltada e indignada. Não leio livros com histórias assim, justamente por já ver tantos casos, que infelizmente, acontecem por todo o mundo. Pais que deveriam proteger seus filhos, os machucam cada vez mais. Você falou acima sobre choque de realidade. Bom, para mim, a realidade já é bem chocante, a literatura é uma forma de aliviar meu ser. Beijos!

    • Oi Suzana! Sim a história é revoltante, mas achei bem corajoso da parte da autora contar sua história e credito que possa servir como desconstrução de conceitos pré concebidos , pois ainda hoje fazem de tudo para que as vítimas seja de assédio ou estupro sejam culpadas.
      Mas você tem razão a literatura também é fonte de prazer e relaxamento. Obrigada por comentar. Beijos

  • Oiii
    Estou impactada com esta resenha. Infeizmente, o que aconteceu com Antoniette não é uma circunstancia exclusiva dela. Muitas crianças, e até mesmo próximas a nós passam por violências como esta á todo tempo.
    A realidade dessas crianças podem afetar a forma de ver a vida e de vive-la. Que história triste! Mas, fico feliz por Toni ter a coragem de compartilha-la, acredito que contar para o mundo esse segredo tão doloroso fez com que parte do peso que carrega nos ombros sumisse!!!

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