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[Resenha] O Céu está em todo Lugar – Jandy Nelson

 

oceuestaemtodolugarAutores: Jandy Nelson
Titulo: O céu está em todo lugar
ISBN: 9788563219374
Selo: NOVO CONCEITO
Ano: 2011
Edição: 1
Número de páginas: 424
Assuntos: ROMANCE
Sinopse:Eu deveria estar de luto, não me apaixonando. Às vezes é preciso perder tudo, para encontrar a si mesmo… Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha, Bailey. Mas quando Bailey morre de forma abrupta, Lennie é lançada ao centro de sua própria vida, e, apesar de não ter nenhum histórico com rapazes, ela se vê, subitamente, lutando para encontrar o equilíbrio entre dois: um deles a tira da tristeza, o outro a consola. O romance é uma celebração do amor, também um retrato da perda. A luta de Lennie, para encontrar sua própria melodia em meio ao ruído que a circunda, é sempre honesta, porém hilária e, sobretudo, inesquecível. Às 16h48 de uma sexta-feira de abril, minha irmã estava ensaiando para o papel de Julieta e, menos de um minuto depois, estava morta. Para minha surpresa, o tempo não parou com o coração dela. As pessoas continuaram indo à escola, ao trabalho, a restaurantes; continuaram quebrando bolachas salgadas em suas sopas, preocupando-se com as provas, cantando nos carros com as janelas abertas. Por vários dias, a chuva martelou o telhado da nossa casa — uma prova do terrível erro cometido por Deus. Toda as manhãs, quando me levantava, ouvia as incessantes batidas, olhava pela janela para a tristeza lá fora e me sentia aliviada, pois pelo menos o sol tivera a decência de ficar bem longe de nós.

“A tristeza é uma casa, em que as cadeiras se esquecem de como nos segurar, os espelhos de como refletir, as paredes de como nos conter.A tristeza é uma casa que desaparece, cada vez que alguém bate à porta, uma casa em que se vai com o vento, à menor rajada, que se enterra no solo enquanto todos estão dormindo.
A tristeza é uma casa em que ninguém pode proteger você […]”

Lennie Walker, obcecada por livros e música, tocava clarinete e vivia de forma segura e feliz, à sombra de sua brilhante irmã mais velha e melhor amiga, Bailey, mora com sua avó e seu tio Big. Sua mãe foi embora há dezesseis anos e nunca voltou. Um mês após a morte inesperada de sua irmã se vê completamente sem direção,volta à escola e percebe que tudo continua a mesma coisa, como se o tempo não tivesse parado para as outras pessoas, e é obrigada a seguir com sua dor, inconformada com a perda e com o mundo, acaba se aproximando de Toby namorado de Bailey, o carinho e a compreensão de ambos compartilhando a mesmo sofrimento, os aproxima e acaba deixando Lennie confusa pois ele é o único que pode compreende-la e os sentimentos começam a se misturar, e no meio dessa indecisão ela conhece Joe, novo aluno da banda da escola que a atrai também. Se sentindo mal por estar pensando em garotos enquanto deveria estar de luto pela irmã, mas não consegue evitar o que está começando a sentir. Eis que por um lado Toby a consola, pois sente o mesmo vazio que ela com a morte de Bailey. Por outro Joe, um garoto alegre que a tira da tristeza em que está vivendo e faz de tudo para que ela tenha o mesmo entusiasmo com a música que antes.
Este é o ponto do livro, onde a Lennie começa a se descobrir, a sentir e viver de um modo diferente, começa a questionar sua vida, e entende que a morte da irmã não afetou só a ela, que era egoísmo não pensar, que sua avó também perdeu uma neta, Big a sobrinha e Toby a namorada, a dor era de todos. É onde o livro também nos fazem pensar, o que tamanha perda pode nos ensinar? O que pode significar seguir em frente, traz a cada capítulo trechos de poemas e anotações de Lennie em determinas coisas e pensamentos, que ao decorrer do livro a gente entende e que também é capaz de nos emocionar, achei um romance gostoso de ler que interpreta a dor de perder alguém que ama e o amor de uma forma diferente.

“Olho em seus olhos sem tristeza e uma porta em meu coração se escancara. E, quando nos beijamos, vejo que do outro lado da porta está o céu.”

Jess

Pisciana no mundo da lua, 27 anos, Potterhead apaixonada (always), como uma boa Geek perdida no universo de livros, séries, games e filmes...

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